Pesquisar
,

Turquia emite mandados de prisão contra 47 jornalistas

A decisão por parte do governo da Turquia ocorre em meio a uma onda de medidas repressivas contra supostos opositores, que já levou mais de 15 mil à prisão.

por Pedro Marin | Revista Opera
(Foto: Murad Sezer / Reuters)

As autoridades turcas emitiram nesta quarta-feira (27) 47 mandados de prisão contra jornalistas e executivos do jornal de oposição Zaman, que desde março está sob controle do governo do país.

“As detenções de hoje incluem executivos e alguns membros da equipe, incluindo colunistas do jornal Zaman, a emblemática organização midiática do movimento Gulen”, declarou à Reuters um oficial do governo, dizendo ainda que os jornalistas não estão sendo detidos por seu trabalho, mas por poderem ter “informações úteis” sobre a rede do clérigo Fethullah Gulen, a quem o governo turco responsabiliza pela tentativa de golpe de estado no país há algumas semanas.

As prisões ocorrem em meio a uma onda de medidas repressivas contra supostos opositores, que já levou mais de 15 mil militares, juízes e funcionários públicos à prisão, e dois dias após o governo turco emitir mandados contra outros 42 jornalistas – 16 dos quais já foram detidos.

Gulen

O clérigo Fethullah Gulen, que vive nos Estados Unidos desde 1999, nega as acusações. “O objetivo dele [Erdogan] é garantir minha extradição, apesar da falta de evidências confiáveis e virtualmente nenhuma expectativa de um julgamento justo”, disse o clérigo cuja extradição foi requisitada pelo estado turco. “A tentação de dar ao senhor Erdogan o que ele deseja é compreensível. Mas os Estados Unidos devem resistir.”

 

 

 

Continue lendo

Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, durante visita de Trump à China em maio de 2026. (Foto: Daniel Torok / White House)
Colaboração, não confronto: a visita de Xi Jinping aos Estados Unidos
Fadl Kuraz, professores e estudantes surdos de Gaza. (Foto: Jumana Mughari / Mondoweiss)
Quando não se pode ouvir as bombas: ser surdo durante o genocídio em Gaza
Soldado iraniano pisa na bandeira dos Estados Unidos durante exercício na Universidade Militar Imã Hussein, em Teerã. (Foto: Hossein Zohrevand / Tasnim)
O Irã reverte a assimetria

Leia também

Comandantes militares, o ministro da Defesa, José Múcio, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-general do Exército, em agosto de 2024. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
José Múcio é uma besta e o portão está aberto
Mulheres iranianas durante comemorações do Dia do Basij, em novembro de 2025. (Foto: Khamenei.ir / Wikimedia Commons)
6 livros para entender o Irã
Quando transformamos livros em uma espécie de forragem ou combustível para as máquinas, evaporamos universos inteiros. (Imagem: Estúdio Gauche)
Bibliocídio: como as big techs queimam livros
Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – lefebvrianos – durante missa na Igreja de St. Jude, na Filadélfia. (Foto: jcapaldi / Flickr)
O primeiro racha na Igreja sob Leão XIV
Marx abordou o capitalismo do ponto de vista do trabalho assalariado; Weber, do ponto de vista dos proprietários do capital. (Imagem: Estúdio Gauche)
Marx e Weber: ângulos de visão
Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. (Imagem: Adrián Astorgano / El Salto)
Palantir: a empresa mais perigosa do mundo
18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação dos oficiais-generais promovidos. Clube do Exército – Sede Lago. Brasília (DF) - Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Defesa nacional: a falsa solução dos gastos militares
Retrato de Muammar Gaddafi pintado em Lyon, na França. (Foto: Thierry Ehrmann / Flickr)
A Líbia pós-Gaddafi, 15 anos depois
São Paulo (SP), 11/09/2024 - 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no Anhembi. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ser pobre e leitor no Brasil: um manual prático para o livro barato