Pesquisar
,

Panamá: Ativistas indígenas detêm presidente contra construção de hidrelétrica

A construção da represa hidrelétrica de Barro Blanco foi paralisada no ano passado após protestos de grupos indígenas da região.

por Pedro Marin | Revista Opera*
(Foto: albamovimientos.org)

Um grupo de ativistas indígenas deteve na última terça-feira (22) o presidente panamenho Juan Carlos Varela por duas horas, em protesto contra um acordo que pode levar à construção de uma represa no rio Tabasara, na província de Chiriqui.

A construção da represa hidrelétrica de Barro Blanco foi paralisada no ano passado após protestos de grupos indígenas da região. O presidente Juan Carlos Varela iria fazer um discurso em que anunciaria a retomada do projeto após um acordo com lideranças indígenas quando um grupo de manifestantes começou a protestar, jogando pedras contra a polícia.

O serviço de segurança do presidente levou Varela e a representante indígena Silvia Carrera para uma escola, onde foram forçados a ficar por duas horas enquanto os manifestantes indígenas ameaçavam não deixá-los sair até que o acordo fosse cancelado. Os manifestantes, que fazem parte do movimento indígena dissidente Movimento 10 de Abril (M-10), negam que Carrera os representem, dizendo que ela “se vendeu ao governo”.

“Esse é só um incidente isolado promovido por uma dúzia de indígenas desrespeitosos que não representam a comunidade Ngabe Bugle”, disse o presidente, que afirmou também que o projeto da hidrelétrica, que é financiado por bancos europeus, será retomado em breve.

*Com informações de Telesur

 

Continue lendo

Imagem do relatório "A Predatory State", do Coletivo Feminista Palestino e da Internacional Progressista, que documenta a violência sexual de Israel contra palestinos desde 1948. (Imagem: Reprodução / A Predatory State)
Como Israel tem usado a violência sexual como arma do colonialismo de 1948 até hoje
Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, durante a Cúpula da OTAN em Ankara, na Turquia. (Foto: Daniel Torok / White House)
A abstração da guerra: Ucrânia e o apagamento da classe trabalhadora
Manifestação do "movimento das baratas" em 19 de julho de 2026. (Foto: Pelph Hots)
“Movimento das Baratas”: a geração na Índia que se recusa a se ajoelhar

Leia também

Quando transformamos livros em uma espécie de forragem ou combustível para as máquinas, evaporamos universos inteiros. (Imagem: Estúdio Gauche)
Bibliocídio: como as big techs queimam livros
Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – lefebvrianos – durante missa na Igreja de St. Jude, na Filadélfia. (Foto: jcapaldi / Flickr)
O primeiro racha na Igreja sob Leão XIV
Marx abordou o capitalismo do ponto de vista do trabalho assalariado; Weber, do ponto de vista dos proprietários do capital. (Imagem: Estúdio Gauche)
Marx e Weber: ângulos de visão
Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. (Imagem: Adrián Astorgano / El Salto)
Palantir: a empresa mais perigosa do mundo
18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação dos oficiais-generais promovidos. Clube do Exército – Sede Lago. Brasília (DF) - Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Defesa nacional: a falsa solução dos gastos militares
Retrato de Muammar Gaddafi pintado em Lyon, na França. (Foto: Thierry Ehrmann / Flickr)
A Líbia pós-Gaddafi, 15 anos depois
São Paulo (SP), 11/09/2024 - 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no Anhembi. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ser pobre e leitor no Brasil: um manual prático para o livro barato
Cristãos ortodoxos durante procissão de Domingo de Ramos em Gaza. 13/04/2014. (Foto: Joe Catron / Flickr)
“Morte aos cristãos”: a crescente violência anticristã em Israel