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São Paulo: Ato contra o impeachment é mais uma vez reprimido pela PM

Em resposta à repressão, alguns dos presentes no ato contra o impeachment usaram rojões contra a PM, fizeram barricadas com fogo e quebraram bancos.

por Pedro Marin | Revista OperaE
(Foto: Pedro Marin / Revista Opera)

A Polícia Militar do Estado de São Paulo reprimiu mais uma vez, na noite de ontem (31), um ato contra o impeachment da presidenta afastada Dilma Roussef.

A concentração do ato começou às 18:00, no vão-livre do MASP, e a caminhada teve início por volta das 19:30, sentido Consolação. O ato foi convocado pelo Coletivo Democracia Corinthiana, e teve a participação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

(Foto: Pedro Marin / Revista Opera)
(Foto: Pedro Marin / Revista Opera)

A marcha seguia pacífica e tinha como destino a sede do jornal Folha de S. Paulo. Na esquina da Rua da Consolação com a Maria Antonia, no entanto, as tropas da PM paulista usaram bombas de efeito moral e gás lacrimogênio contra os manifestantes. Em resposta, alguns manifestantes usaram rojões contra a PM, fizeram barricadas com fogo e quebraram bancos.

Na estação República do Metrô, usuários e seguranças passaram mal com o gás lacrimogênio usado para reprimir um grupo que tentava chegar à Folha de S. Paulo, na alameda Barão de Limeira:

Concentração

Durante a concentração do ato a PM formou um cordão de isolamento entre manifestantes favoráveis ao impeachment, que se concentravam em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), e manifestantes contrários ao impeachment.

O comandante responsável pela operação disse à Opera que a missão da PM era “garantir que tudo fosse pacífico.” Confira:

Intensificar as lutas

Perguntado sobre a posição do movimento frente à consolidação do impeachment, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, disse que não vê legitimidade no Senado e no Congresso Nacional: “Nós vamos intensificar as lutas, as lutas já têm ocorrido, têm sido fortes, e elas vão ser intensificadas. O que nós temos que deixar claro é que nós não reconhecemos nesse Senado e nesse Congresso Nacional legitimidade para decidir os rumos do país. O que eles decidem lá… não quer dizer que exista respaldo nas lutas.”

 

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