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MST ocupa fazenda da senadora Ana Amélia

O MST disse que a fazenda não cumpre sua função social, e que o objetivo da ocupação é “denunciar a existência de espaços improdutivos.”
por Pedro Marin | Revista Opera
Senadora Ana Amélia (PP-RS) concede entrevista. (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado) Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Cerca de 300 pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, na madrugada desta quarta-feira (8), a fazenda Saco de Bom Jesus, no município de Formosa, em Goiás.

De acordo com a assessoria do movimento, a fazendo é “ligada” à senadora Ana Amélia (PP-RS), e o objetivo da ocupação é “denunciar a existência de espaços improdutivos, ao mesmo tempo em que é negado a milhares de famílias um espaço de terra. A estimativa é que, em Goiás, haja de 5 mil  a 8 mil famílias acampadas à espera da terra”, disse o movimento.

O MST diz ainda que a fazenda não cumpre com sua função social (o que permitiria que fosse desapropriada para fins de reforma agrária) já que, de acordo com a escritura pública de inventário, tem somente 600 cabeças de gado.  “Pela legislação vigente, as entidades signatárias entendem que a lotação de gado não atende aos índices de produtividade do estado de Goiás. Seiscentas cabeças em 1.909 hectares resultariam numa lotação de 0,31 cabeça por hectare, índice que os movimentos sociais consideram muito baixo para quem diz representar o moderno modelo do agronegócio”, disse o MST.

Impeachment

A senadora Ana Amélia, em discurso no plenário do Senado, acusou o movimento de ocupar as terras em retaliação ao fato de ter votado favoravelmente ao processo de impeachment da presidenta Dilma Roussef.

“Por isso, vocês não sabem de onde vem esse sentimento antipetista: vem dessa agressão, dessa forma criminosa de agir. Trezentas pessoas invadem. Não é para pedir mais terra. Não é para isso. É para retaliar, para me atemorizar porque eu votei a favor do impeachment. Mas não vão me assustar. Não vão. Não é desse jeito”, afirmou a senadora.

 

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