Pesquisar
,

Em reunião do diretório, PT decide fazer calendário de mobilizações pró-Lula

Além das mobilizações, o diretório nacional do PT decidiu antecipar as eleições da direção do partido para o primeiro semestre de 2017.

por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
15/09/2016- São Paulo- SP, Brasil- O ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva durante discurso sobre a denúncia do MPF contra ele e sua mulher Marisa Letícia por crimes de corrupção. Foto: Ricardo Stuckert

O presidente do PT, Rui Falcão, anunciou hoje (16) em um hotel paulista que o partido tomou três decisões durante reunião de seu diretório nacional, ocorrida ontem, em São Paulo. Uma delas será a de elaborar um calendário de mobilizações em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo ele, os atos ocorrerão ao longo deste mês.

Uma outra decisão é a de encaminhar uma nota padrão, em solidariedade ao ex-presidente Lula, para todos os candidatos do partido. A ideia é recomendar que eles leiam a nota nos programas políticos ou campanhas. “Vamos recomendar a todos nossos candidatos, das capitais e das cidades que tenham segundo turno, que, em transmissão de rádio e TV, leiam uma nota de solidariedade ao Lula e de denúncia do golpe continuado”, afirmou, em entrevista coletiva.

De acordo com o presidente do PT, a leitura da nota não será obrigatória, mas sim uma orientação do partido. “Vamos remeter a nota e dizer que essa é uma orientação do diretório nacional”, disse ele.

Uma terceira decisão tomada foi a de antecipar as eleições da direção do partido. Segundo Falcão, a eleição deve ocorrer no primeiro semestre de 2017. “Vamos renovar a direção no primeiro semestre de 2017. E essa renovação será feita pelo sexto congresso de base. E esse congresso terá seu lançamento já no mês de dezembro. As pautas e os critérios serão decididos no dia 7 de outubro, quando vamos aproveitar também para fazer um balanço do primeiro turno”, afirmou.

Falcão disse que o partido ainda não trabalha com as eleições de 2018, e que não trabalha com outra possibilidade de candidatura para a presidência da República neste momento que não seja Lula. “Não é o caso de abrir nenhuma outra hipótese que não seja o Lula. Na medida em que eu começo a discutir publicamente ou admitir a hipótese de uma candidatura alternativa, estou fragilizando ou facilitando o esquema de sua interdição [Lula]. Mas nem o nome de Lula ainda está colocado. A eleição é só em 2018, a menos que consigamos, com as Diretas Já, mudar todo o esquema e conseguir promover uma reforma eleitoral.”.

Rui Falcão voltou a falar hoje que o partido vai atuar como oposição ao atual governo, mas que não irá votar contra projetos de interesse da população, como “a terceirização e a entrega do pré-sal”, citou.

“É natural que os movimentos sociais e sindicais discutam suas reivindicações e se defendam da pauta regressiva diante de um governo de fato. É natural que a CUT, o MST e os demais movimentos negociem com o governo, quando acharem conveniente. [Quanto ao PT], o que tiver de projeto na Câmara e no Senado, quando aparecer pauta que interesse a maioria da população e interesse ao país, as bancadas vão votar a favor. Nunca fomos da política quanto pior, melhor.”

Continue lendo

Bezerra da Silva como candidato na contracapa do disco "Presidente Caô Caô", de 1992. (Foto: Sérgio Pagano / RCA / Reprodução)
Candidato caô caô: as eleições no imaginário do samba
O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro. (Foto: Edilson Rodrigues / Agência Senado)
Frei Betto: Borges e Flávio Bolsonaro no labirinto
O racismo e a intolerância religiosa da família Bolsonaro e de seus aliados voltam a se manifestar na proposta de um deputado do PL, partido de Flávio Bolsonaro, de cassar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. (Foto: Gustavo de Oliveira / Arquidiciocese do Rio)
Frei Betto: ameaçam cassar Aparecida

Leia também

Comandantes militares, o ministro da Defesa, José Múcio, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-general do Exército, em agosto de 2024. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
José Múcio é uma besta e o portão está aberto
Mulheres iranianas durante comemorações do Dia do Basij, em novembro de 2025. (Foto: Khamenei.ir / Wikimedia Commons)
6 livros para entender o Irã
Quando transformamos livros em uma espécie de forragem ou combustível para as máquinas, evaporamos universos inteiros. (Imagem: Estúdio Gauche)
Bibliocídio: como as big techs queimam livros
Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – lefebvrianos – durante missa na Igreja de St. Jude, na Filadélfia. (Foto: jcapaldi / Flickr)
O primeiro racha na Igreja sob Leão XIV
Marx abordou o capitalismo do ponto de vista do trabalho assalariado; Weber, do ponto de vista dos proprietários do capital. (Imagem: Estúdio Gauche)
Marx e Weber: ângulos de visão
Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. (Imagem: Adrián Astorgano / El Salto)
Palantir: a empresa mais perigosa do mundo
18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação dos oficiais-generais promovidos. Clube do Exército – Sede Lago. Brasília (DF) - Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Defesa nacional: a falsa solução dos gastos militares
Retrato de Muammar Gaddafi pintado em Lyon, na França. (Foto: Thierry Ehrmann / Flickr)
A Líbia pós-Gaddafi, 15 anos depois
São Paulo (SP), 11/09/2024 - 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no Anhembi. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ser pobre e leitor no Brasil: um manual prático para o livro barato