Pesquisar
,

Centrais fazem caminhada na Avenida Paulista contra reformas de Temer

A mobilização foi organizada por diversas centrais sindicais (CUT, CTB, CSB, CGTB, NCST e CSP-Conlutas e Intersindical) contra mudanças na Previdência.
por Elaine Patricia Cruz – Repórter da Agência Brasil
São Paulo – Manifestação das centrais sindicais CUT, Força, UGT, CTB, CSB, CGTB, NCST e CSP-Conlutas e Intersindical, contra a retirada de direitos trabalhistas, Avenida Paulista, região central. (Rovena Rosa/Agência Brasil)

Em um ato unificado pelo Dia Nacional de Paralisação e Mobilização das Categorias, as centrais sindicais começaram no fim da tarde de hoje (22) uma caminhada pela Avenida Paulista, com destino à Praça da República, no centro de São Paulo. A caminhada saiu do vão-livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Os organizadores estimam a presença de 30 mil pessoas. A Polícia Militar ainda divulgou expectativa de público.

A mobilização nacional foi organizada por diversas centrais sindicais (CUT, CTB, CSB, CGTB, NCST e CSP-Conlutas e Intersindical) em protesto contra possíveis mudanças na Previdência, como o aumento da idade mínima para aposentadoria; contra o ajuste fiscal e contra a regulamentação da terceirização para atividade-fim. O ato também é uma antecipação a uma convocação de greve geral no país.

Na capital paulista, a manifestação de hoje reuniu bancários, professores, metalúrgicos, profissionais da saúde, entre outros. Segundo o secretário-geral da Intersindical, Edson Carneiro Índio, a mobilização desta quinta-feira “foi uma demonstração de que a mobilização está crescendo e que cresce também a resistência” no país.

“O dia de hoje mostrou que é possível que a classe trabalhadora brasileira derrote o governo e a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] 241, que compromete os investimentos na educação e na saúde pública”, disse.

O presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI),João Felício, que também participou do ato, disse que a mobilização de hoje é uma preparação para a greve geral no país, ainda sem data definida. “A greve geral será uma demonstração de força.” Felício reclamou das reformas da Previdência e trabalhista previstas pelo governo de Michel Temer. “Imaginem negociar férias, fundo de garantia e décimo terceiro salário. Isso para nós é lei e lei não se negocia. O que se negocia é salário.”

Continue lendo

paraisopolis
Massacre de Paraisópolis: "cada dia de espera é mais um dia de sofrimento", diz antropóloga
forcas armadas
As Forças Armadas contra o Brasil negro [parte 1]
ditadura
Reabertura de comissão sobre mortos e desaparecidos da ditadura e luta contra o golpismo ganham força em ato no RJ

Leia também

palestina_al_aqsa
Guerra e religião: a influência das profecias judaicas e islâmicas no conflito Israel-Palestina
rsz_jones-manoel
Jones Manoel: “é um absurdo falar de política sem falar de violência”
Palmares
A República de Palmares e a disputa pelos rumos da nacionalidade brasileira
Acampamento de manifestantes pedem intervenção militar
Mourão, o Partido Fardado e o novo totem [parte I]
pera-9
A música dos Panteras Negras
illmatic
‘Illmatic’, guetos urbanos e a Nova York compartimentada
democracia inabalada
Na ‘democracia inabalada’ todos temem os generais
golpe bolsonaro militares
O golpe não marchou por covardia dos golpistas
colono israel
Os escudos humanos de Israel