Pesquisar
,

Rússia diz que captura de áreas residenciais em Mossul poderá causar grande número de vítimas civis

As afirmações foram feitas um dia após o exército iraquiano ter entrado em Mossul, dando início à retomada da maior cidade dominada pelo Estado Islâmico.

por Pedro Marin | Revista Opera
(Foto: U.S Army)

Um ataque a áreas residências de Mossul, no Iraque, por parte do exército iraquiano e das forças da coalizão norte-americana poderá causar um grande número de vítimas civis. A afirmação foi feita pelo porta-voz do Ministério da Defesa russo, Major General Igor Konashenkov, nesta terça-feira (1).

“Nós estamos ouvindo [falar de] relatórios sobre um futuro ataque em áreas residenciais, ocupadas por civis, que são turvos, mas extremamente alarmantes, dadas as baixas em massa que poderia causar”, advertiu Konashenkov, dizendo ainda que os planos militares norte-americanos para a operação dão a impressão de que “a cidade de um milhão de residentes é povoada somente por terroristas.”

O porta-voz russo notou também que não há corredores humanitários na cidade.

As afirmações foram feitas um dia após o exército iraquiano ter entrado em Mossul, dando início à retomada da maior cidade controlada pelo Estado Islâmico no país, considerada “capital” do califado de al-Baghdadi. O primeiro-ministro do Iraque, Haider al Abadi, ordenou que os militantes do EI se rendam, e declarou que “as forças de libertação em breve cortarão a cabeça da serpente”.

A operação militar, que foi iniciada no dia 17 de outubro, contou com a participação de cerca de 80 mil tropas, incluindo forças curdas e milícias xiitas, além dos soldados iraquianos. O general norte-americano Joseph Votel, no entanto, disse que é difícil obter um número de civis e terroristas mortos na operação.

A ONU fala agora na possibilidade de que os combates entre o EI e as forças iraquianas em Mossul gerem uma crise humanitária, com até 200 mil civis se deslocando nas próximas semanas.

Continue lendo

Imagem do relatório "A Predatory State", do Coletivo Feminista Palestino e da Internacional Progressista, que documenta a violência sexual de Israel contra palestinos desde 1948. (Imagem: Reprodução / A Predatory State)
Como Israel tem usado a violência sexual como arma do colonialismo de 1948 até hoje
Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, durante a Cúpula da OTAN em Ankara, na Turquia. (Foto: Daniel Torok / White House)
A abstração da guerra: Ucrânia e o apagamento da classe trabalhadora
Manifestação do "movimento das baratas" em 19 de julho de 2026. (Foto: Pelph Hots)
“Movimento das Baratas”: a geração na Índia que se recusa a se ajoelhar

Leia também

Quando transformamos livros em uma espécie de forragem ou combustível para as máquinas, evaporamos universos inteiros. (Imagem: Estúdio Gauche)
Bibliocídio: como as big techs queimam livros
Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – lefebvrianos – durante missa na Igreja de St. Jude, na Filadélfia. (Foto: jcapaldi / Flickr)
O primeiro racha na Igreja sob Leão XIV
Marx abordou o capitalismo do ponto de vista do trabalho assalariado; Weber, do ponto de vista dos proprietários do capital. (Imagem: Estúdio Gauche)
Marx e Weber: ângulos de visão
Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. (Imagem: Adrián Astorgano / El Salto)
Palantir: a empresa mais perigosa do mundo
18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação dos oficiais-generais promovidos. Clube do Exército – Sede Lago. Brasília (DF) - Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Defesa nacional: a falsa solução dos gastos militares
Retrato de Muammar Gaddafi pintado em Lyon, na França. (Foto: Thierry Ehrmann / Flickr)
A Líbia pós-Gaddafi, 15 anos depois
São Paulo (SP), 11/09/2024 - 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no Anhembi. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ser pobre e leitor no Brasil: um manual prático para o livro barato
Cristãos ortodoxos durante procissão de Domingo de Ramos em Gaza. 13/04/2014. (Foto: Joe Catron / Flickr)
“Morte aos cristãos”: a crescente violência anticristã em Israel