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Coreia do Norte diz que lançamento de mísseis foi exercício visando bases militares dos EUA

Após o lançamento, Kim Jong Un ordenou que o Exército "se mantivesse altamente alerta" frente a uma "guerra que pode explodir a qualquer momento."

por Pedro Marin | Revista Opera
(Foto: Stefan Krasowski)

O lançamento de quatro mísseis balísticos no Mar do Japão por parte da República Popular Democrática da Coreia (RPDC) foi um exercício com vistas a atingir as bases militares norte-americanas no país, reportou nesta terça-feira (7) a Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA).

“Envolvidos no exercício estavam as unidades de artilharia Hwasong da Força Estratégica do Exército Popular da Coreia (KPA), encarregados de atingir as bases das forças imperialistas agressoras dos EUA no Japão, em contingência”, disse o veículo norte-coreano, acrescentando que o exercício foi acompanhado por Kim Jong Un, que elogiou a precisão dos mísseis dizendo que parecem “corpos acrobáticos voando em formação.”

O lançamento dos mísseis é uma resposta aos exercícios militares conjuntos dos exércitos norte-americanos e sul-coreanos, que envolvem centenas de milhares de tropas e são vistos por Pyongyang como uma preparação de um ataque. Após o lançamento dos mísseis, Kim Jong Un ordenou que as Forças Estratégicas do Exército Popular da Coreia “se mantivesse altamente alerta, conforme exigido pela situação sombria em que uma guerra real pode explodir a qualquer momento”, e que estivesse pronto “para mover prontamente, tomar posições e atacar para que se possa abrir fogo para aniquilar os inimigos uma vez que o o Comitê Central do Partido emita uma ordem.”

Após o lançamento dos mísseis, Washington requisitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU e anunciou o início da instalação do escudo antimísseis THAAD na Coreia do Sul. A instalação do sistema, que tem a capacidade de atingir alvos a uma altura de até 150 km e um alcance de 200 km, é criticada pela China e a Rússia, que terão seus territórios alcançados pelo sistema. Muitos sul-coreanos também se opõem à instalação do sistema, argumentando que ela aumentará a tensão na região.

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