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Estados Unidos querem criar um “Guaidó” cubano

Projeto dos EUA pretende financiar lideranças para promover a “democracia e os direitos humanos”. Financiamento é de mais de 1 milhão de dólares.
(Foto: Departamento de Estado dos Estados Unidos)

Em edital divulgado no início de junho em diversos sites especializados em prover informações sobre projetos ou oportunidades de financiamento pelo Departamento de Estado Norte Americano, o Bureau de Assuntos do Hemisfério Ocidental oferece financiamento para “lideranças cubanas emergentes dentro da sociedade civil”.

O objetivo desse projeto é fornecer recursos para que lideranças cubanas se estabeleçam profissionalmente e se engajem ativamente em favor dos “direitos humanos e de práticas democráticas em Cuba”. O documento prevê um financiamento de mais de um milhão de dólares para um grupo de cerca de 40 jovens, com idades entre 20 e 35 anos.

O programa ainda estabelece os critérios de elegibilidade para Organizações Não Governamentais que representem a diversidade de gênero e raça.

O documento revela também que os participantes desse projeto irão receber treinamento para aumentar a capacidade de desenvolver lideranças na sociedade cubana: “elevando as habilidades de organizações e atores independentes em Cuba, para defender os princípios democráticos e transmitir as necessidades do povo cubano para um público mais amplo”.

Não é novidade que o governo norte-americano trabalha a anos para desestabilizar Cuba. Seja através de invasões militares, como no caso da Baía dos Porcos, ou com a imposição de um bloqueio econômico criminoso que perdura há quase 60 anos, os sucessivos governos estadunidenses buscam de todas as formas destruir as conquistas da Revolução Cubana.

Foram inúmeras as declarações do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, e de seu assessor John Bolton preconizando um “regime change” na ilha caribenha.

Esse projeto de financiamento segue a mesma lógica que alçou um desconhecido jovem venezuelano a se autoproclamar presidente da Venezuela. Juan Guaidó é fruto da fábrica de mudança de regimes do Departamento de Estado dos EUA, sendo treinado e financiado por esse departamento para desestabilizar e derrubar o governo constitucional de Nicolás Maduro.

Fontes anônimas afirmam que Trump “perdeu o interesse” na Venezuela após os inúmeros fracassos em derrubar o líder venezuelano. Pelo menos por enquanto, porque o imperialismo ronda a América Latina.

Agora, Trump e Bolton parecem se ocupar em introduzir as sementes de um “Guaidó” cubano.

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