Pesquisar
, ,

Qual é a estratégia militar de Israel – e é possível derrotá-la?

A estratégia de Israel há anos baseia-se em supremacia tecnológica, assentamentos militarizados e terrorismo – estratégia que demonstrou-se frágil após o 7 de outubro
Jasper Saah
Soldados israelenses com um jornalista na Linha Azul, na fronteira norte de Israel, em abril de 2021. (Foto: IDF / Flickr)

Israel encontra-se em um dilema estratégico. Nas últimas semanas, uma onda de artigos derrotistas e pró-Israel inundaram a mídia eisraelense e norte-americana. Entre eles, o jornal israelense Haaretz publicou um artigo com uma manchete contundente: “Dizendo o que não pode ser dito: Israel foi derrotado – uma derrota total”. Para observadores casuais das atrocidades israelenses – e para muitos sionistas em todo o mundo – a ideia de que um dos exércitos mais bem equipados e supostamente avançados do mundo possa ser derrotado de forma retumbante, até mesmo total, é uma proposição chocante.

A capacidade de resistência das facções palestinas em Gaza permanece inalterada, apesar do objetivo israelense de “desmantelar o Hamas”. Os prisioneiros capturados em 7 de outubro só foram libertados por meio de negociações. Centenas de milhares de colonos fugiram dos assentamentos dentro do território de Gaza e ao longo da fronteira com o Líbano, muitos sem planos de retornar. A intervenção do Irã revelou as fraquezas dos sistemas de defesa aérea de Israel e sua dependência nos Estados Unidos e nos regimes árabes apoiados pelos EUA para interceptar o ataque iraniano.

As crises políticas e sociais em Israel estão mais acentuadas do que nunca, e o equilíbrio de forças na região não está a seu favor, conforme abordado recentemente no jornal Liberation News. Como chegamos a esse ponto? Como a resistência alcançou seus objetivos de guerra? Qual tem sido a estratégia israelense na persecução desse genocídio? E o que os precedentes históricos podem nos dizer sobre o que virá a seguir?

As três pernas do hard power sionista

Desde seus primórdios, no final do século XIX, o hard power (poder duro, poder real) sionista na Palestina foi construído sobre três pilares principais: supremacia tecnológica, financeira e militar por meio da aliança com o imperialismo ocidental, assentamentos militarizados que borram a linha que divide civis e soldados e a utilização do terrorismo para manter uma aura psicológica de onipotência.

A supremacia militar tecnológica tem sido a base da estratégia militar e do senso de identidade israelense desde os primórdios, e a confiança nessa estratégia foi reforçada diversas vezes pelas derrotas de exércitos árabes convencionais em grande escala nas mãos dos sionistas ao longo do século XX. No entanto, desde que o Hezbollah, o grupo de resistência libanês e exército guerrilheiro, derrotou Israel em 2006, as forças israelenses se recusaram a aprender lições importantes com esse engajamento, concentrando-se em duas táticas principais: bombardear Gaza pelo ar e “policiar” a população palestina, amplamente desarmada e sob ocupação, na Cisjordânia. 

Da mesma forma, desde o primeiro kibutz, a dupla finalidade civil-militar dos assentamentos tem sido parte integrante da construção militar e da reprodução social sionista. Assim como as cidades fronteiriças que pontilham os arredores das reservas nativas nos Estados Unidos e ao longo da fronteira mexicana, os kibutzim israelenses na Palestina seguem a mesma lógica militar do expansionismo colonial. Em Israel, isso fica ainda mais explícito. Esses assentamentos não são apenas o lar de soldados – por exemplo, os assentamentos no entorno de Gaza dos kibutzim Be’eri, Re’im e Nahal Oz também contam com bases militares com o mesmo nome.

Por fim, o terrorismo destinado a fazer com que os palestinos abandonem suas terras tem sido parte integrante da estratégia militar israelense, desde os bombardeios e massacres que definiram a era do Mandato Britânico e se repetiram ad nauseam de Deir Yassin a Kfar Qassem, passando pela Crise de Suez, Sabra e Shatilla, pela Mesquita Ibrahimi, Jenin, Mavi Marmara e o Hospital Al-Shifa. O objetivo do terrorismo como tal é cultivar, por um lado, uma mentalidade profundamente enraizada de derrotismo na nação palestina e, por outro, reproduzir o próprio senso de supremacia dos israelenses.

Cada um desses pilares estratégicos foi minado pelos eventos de 7 de outubro e tem se mostrado continuamente ineficaz, desatualizado e impotente frente à resistência palestina e regional.

7 de outubro: um “evento massivo da Diretiva Hannibal”

Na manhã de 7 de outubro, os combatentes do braço armado do Hamas, as Brigadas Qassam, romperam a cerca ao longo da fronteira de Gaza. Sob a cobertura de uma barragem de vários milhares de foguetes, a brigada dirigiu-se à sede da Divisão de Gaza e do Comando Sul de Israel. O objetivo era atacar alvos militares e fazer prisioneiros militares para trocar pelos milhares de prisioneiros palestinos mantidos nas prisões sionistas, além de colocar a questão da Palestina de volta na mesa internacional de forma real, já que cada vez mais governos árabes reacionários se voltaram para a normalização com Israel nos últimos anos.

Os combatentes das Brigadas Qassam encontraram seu inimigo despreparado e sob desordem. O quartel-general da divisão de Gaza foi tomado em menos de uma hora e o comando e controle israelenses foram totalmente interrompidos. As unidades que estavam ativas na área ficaram sem ordens, e nenhum comando de alto nível foi emitido durante horas, muito menos conseguiu chegar aos soldados em campo. Esse caos reinou por horas, com as unidades israelenses operando sem coordenação e basicamente atirando em qualquer coisa que se movesse dentro da área de Gaza, inclusive umas nas outras. 

Uma reportagem relatou unidades blindadas femininas da Brigada Paran percorrendo o campo por 16 horas sem ordens; isso foi retratado na mídia israelense como uma vitória para o feminismo, pois essas mulheres mataram “mais de 50 terroristas”. Uma leitura mais racional desse acontecimento, de que vários soldados de baixo escalão (todas com 20 e poucos anos) foram abandonadas pelo comando e deixadas só, a vagar pelo campo matando indiscriminadamente por 16 horas seguidas, pinta um retrato muito diferente da capacidade das forças sionistas.

Mas esses casos de “fogo amigo” não podem ser explicados simplesmente pelo caos que resultou do fato de terem sido pegos despreparados. A Diretiva Hannibal é uma política militar que exige o uso da força máxima no caso de um soldado ser sequestrado. “Você abrirá fogo sem restrições para evitar o sequestro”, diz um ex-soldado da IDF citado pela Al Jazeera. Ele acrescentou que essa força é aplicada mesmo com o risco de matar um soldado feito refém.

Esse cálculo se baseia na realidade de que permitir que as forças de resistência façam prisioneiros israelenses é um dano estratégico maior para Israel do que a morte de israelenses, e é de conhecimento público há anos. O que há de novo e chocante no dia 7 de outubro é que foi confirmado por várias fontes israelenses que o comando israelense emitiu uma Diretiva Hannibal em massa com relação a todos os prisioneiros capturados – inclusive supostos civis. As imagens amplamente divulgadas de carros queimados no Festival de Música Tribe of Nova e casas completamente destruídas só poderiam ter sido alcançadas por projéteis incendiários de alta potência usados por tanques e helicópteros israelenses. Considerando o já descrito colapso de comando e controle do lado israelense, o uso da Diretiva Hannibal desencadeou um nível de violência sem precedentes que matou centenas de israelenses.

O medo de deixar seus soldados serem capturados não é irracional por parte dos militares israelenses. Em 2011, o atual líder do Hamas, Yahya Sinwar, foi libertado como parte de um acordo que libertou 1.027 palestinos em troca da devolução de um soldado israelense detido pelo Hamas, Gilad Shalit. Essa troca aparentemente desproporcional é parte integrante da lógica anteriormente dominante do colonialismo sionista. Com o alistamento obrigatório, a grande densidade de milícias de colonos paraestatais e, de modo mais amplo, dentro do contexto colonial, a distinção entre civis e militares é tênue.

Sob essa perspectiva, a disparidade de números observada no acordo de Shalit é uma parte essencial do contrato psicológico assinado entre Israel e a população de colonos. O espírito da Diretiva Hannibal continuou a se manifestar na forma como as forças sionistas abordaram a questão da devolução dos prisioneiros atualmente em poder da Resistência Palestina – incapazes ou não dispostos a lançar operações terrestres para entrar nos túneis de Gaza e recuperá-los, as forças israelenses parecem se conformar em matar seu próprio povo junto a todas as outras pessoas em Gaza. 

A reação da sociedade israelense às revelações do uso da Diretiva Hannibal em massa  e ao tratamento dos reféns demonstra o grau em que esses eventos são vistos como uma traição pela população de colonos. O rompimento do contrato social está contribuindo em grande parte para a fuga de colonos que estão deixando a Palestina ocupada. Ronen Bergman, analista político sênior do jornal israelense Yedioth Ahronoth, foi citado recentemente na mídia israelense, dizendo, a respeito das recentes reuniões do Gabinete de Guerra israelense que discutiam possíveis respostas à retaliação do Irã: “Se eles tivessem filmado e transmitido no YouTube, hoje haveria quatro milhões de pessoas em Israel tentando encontrar uma maneira de fugir daqui”.

A Doutrina Dahiya e o Evangelho

O nome da Doutrina Dahiya vem do bairro de Dahiya, em Beirute, que Israel identificou como um “reduto do Hezbollah” durante a invasão do Líbano em 2006. Os israelenses submeteram o bairro a táticas de terra arrasada que se tornaram cenas familiares em Gaza em todas as ofensivas israelenses contra Gaza desde 2008. Em um relatório de uma missão de apuração da ONU após a guerra de Israel contra Gaza em 2008-2009, o vice-primeiro-ministro Eli Yishai é citado, em 6 de janeiro de 2009: “Deveria ser possível destruir Gaza, para que eles entendam que não devem se meter conosco. É uma ótima oportunidade para demolir milhares de casas de todos os terroristas, para que eles pensem duas vezes antes de lançar foguetes”.

Essa admissão grosseira atinge o cerne da Doutrina Dahiya – estrategicamente, ela tem o objetivo de aumentar a dissuasão israelense. Na teoria militar, a dissuasão é a ameaça crível de força usada para impedir que outro ator tome uma ação hostil. A dissuasão israelense sempre se baseou na ameaça de força rápida e esmagadora proporcionada por sua vantagem tecnológica, seja para cometer massacres durante a Nakba ou para derrotar os exércitos árabes em 1967 e 1973. De muitas maneiras, esse não é um desenvolvimento estratégico novo por parte de Israel. O terrorismo tem sido a pedra angular da violência colonial e imperialista há centenas de anos. 

O “choque e pavor” da invasão do Iraque pelos EUA em 2003, que teve como objetivo a destruição em massa da infraestrutura civil, representa outra manifestação dessa estratégia colonial no século XXI. Anteriormente, uma abordagem semelhante foi aplicada pelos imperialistas dos EUA no bombardeio em massa da Coreia. Foi nas incansáveis campanhas israelenses contra Gaza nas últimas duas décadas que a Doutrina Dahiya foi refinada em uma máquina de matar precisa e automatizada. As forças armadas israelenses revelaram no ano passado que vêm desenvolvendo e utilizando um sistema de geração de alvos baseado em inteligência artificial (IA) conhecido como Hasbora, ou “o Evangelho” em hebraico.

O Hasbora codifica, automatiza e expande o que tem sido verdade em todos os ataques israelenses anteriores a Gaza. Em uma reportagem publicada na revista +972, o sistema é descrito como capaz de “‘gerar’ alvos quase automaticamente a uma taxa que excede em muito o que era possível anteriormente” e como uma “fábrica de assassinatos em massa”. “Assassinato em massa” aqui é o termo apropriado – não há nada de indiscriminado nos bombardeios realizados diariamente pelas forças sionistas. Mais da metade dos alvos gerados pela Hasbora no decorrer dos combates foram os chamados “alvos de poder”, que incluem “residências particulares, bem como prédios públicos, infraestrutura e edifícios altos”. Esses alvos são usados para causar o maior choque possível no tecido social de Gaza. 

De forma semelhante a muitas das utilizações do pacote de tecnologias popularmente conhecido como “inteligência artificial”, essa tecnologia de ponta só serviu para ampliar e intensificar a equação estratégica existente do lado israelense. A capacidade das forças israelenses de alavancar o domínio tecnológico e financeiro em dissuasão significativa entrou em colapso. A ameaça da Doutrina Dahiya não impediu a Resistência Palestina de lançar o Dilúvio de Al-Aqsa no ano passado, nem a operação Seif al-Quds em 2021. Ela não impediu a resistência libanesa de apoiar os palestinos na frente norte. Apesar de dez anos de bombardeios aos estilo Dahiya na guerra saudita contra o Iêmen, apoiada pelos EUA, a resistência iemenita não se intimidou.

O dilúvio de Al-Aqsa, a dissuasão e a continuidade da resistência

Ao longo das décadas, a luta palestina sofreu muitos retrocessos. A luta anti-imperialista na região sofreu muitos e muitos reveses. No mínimo, cinco milhões de pessoas, do Sudão ao Afeganistão, foram mortas diretamente entre invasões, guerras sujas, golpes e intervenções lideradas pelos Estados Unidos apenas nos últimos 30 anos e, sem dúvidas, esse número é muito, muito maior na realidade. Os Estados Unidos têm suas forças e agentes em campo na região há tanto tempo que não precisaram contar com Israel como um ator independente, como aconteceu em meados e no final do século XX.

Esse mesmo período foi uma era definida pelos Acordos de Oslo, o chamado “processo de paz” e a contínua degradação e invasão da vida palestina na Cisjordânia ocupada e em Gaza. O movimento de libertação palestino foi fraturado, dividido e perdeu muitos de seus apoiadores materiais com o colapso do campo socialista e dos movimentos anticoloniais. Em seu lugar, surgiu o regime entreguista da Autoridade Palestina e houve um recuo das forças militantes. Esse foi um período de grandes dificuldades para o movimento de libertação nacional e para o movimento anti-imperialista global.

Enquanto isso, os israelenses se contentaram em continuar o processo lento e constante de limpeza étnica e apartheid, seguros de sua própria onipotência e da fraqueza do movimento palestino. Eles não aprenderam nenhuma lição com sua derrota no Líbano em 2006 e, em vez disso, empregaram uma estratégia quase idêntica contra Gaza meia dúzia de vezes em duas décadas. O dia 7 de outubro e os quase 200 dias que se passaram desde então revelaram que essas suposições sobre o equilíbrio de forças são um castelo de cartas.

A resistência regional também demonstrou um nível incrivelmente alto de paciência estratégica e habilidade tática. As redes que formaram a base do Eixo de Resistência remontam à década de 1980, durante a ocupação israelense do sul do Líbano. Uma nova geração de organizações surgiu para combater essa ocupação, incluindo elementos que se tornariam o Hezbollah. Desde sua vitória em 2006, o Hezbollah desenvolveu, com a ajuda do Irã, um complexo estoque de mísseis de produção própria e fortificações subterrâneas profundas.

Da mesma forma, a resistência em Gaza, mesmo sob as condições de cerco, construiu uma capacidade de produção de armas nativas igualmente complexa, e os tão discutidos túneis sob Gaza. Isso fez com que as operações terrestres israelenses em Gaza nos últimos meses fossem catastróficas. Em inúmeros vídeos divulgados pela resistência, bem como em declarações dos militares israelenses, fica claro que um grande número de oficiais foi morto pela resistência, o que exige a convocação constante de reservistas, que as unidades de tanques viagem sem escolta de infantaria – o que as torna vulneráveis a emboscadas –, e que, em última análise, os militares israelenses, como força de combate terrestre, não possam se igualar à organização, à liderança, à bravura e à audácia da resistência palestina.

As facções da resistência também mantêm um alto nível de apoio popular em toda a sociedade palestina. A unidade de diferentes facções políticas e partidárias na frente militar provocou discussões entre os líderes das facções em Beirute e Moscou nos últimos meses sobre possíveis planos para o dia seguinte nos termos palestinos. Seja um governo de unidade nacional que inclua todas as facções, uma OLP revitalizada ou algo completamente diferente, a resistência palestina reacendeu a visão de um futuro palestino. 

Além disso, como é exemplificado pela conferência de imprensa sem precedentes do Dia de Al-Quds, que contou com discursos de líderes de todo o Eixo de Resistência e a coordenação estratégica das frentes de Gaza, Líbano e Iêmen, bem como ações do Iraque e do Irã, a luta palestina está aproximando a região da cooperação e da integração mais do que em qualquer outro momento desde o breve apogeu do pan-arabismo nas décadas de 1950 e 1960 ou das revoltas nacionalistas árabes nos últimos dias do Império Otomano.

Que opções Israel tem?

Israel tentou e não conseguiu restabelecer sua capacidade de dissuasão depois de ser humilhado pelo Hamas em 7 de outubro. Na verdade, foi o Eixo de Resistência que conseguiu estabelecer uma dissuasão consistente – em Gaza e no Líbano, nos mares do Iêmen e com mísseis e drones iranianos atingindo seus alvos em Israel. Os Estados Unidos são efetivamente dissuadidos de uma nova escalada e, apesar da fanfarronice israelense, parece improvável que entrem em uma guerra regional. 

Apesar de empregar violência maciça, o cálculo estratégico dos militares israelenses permaneceu estagnado e desarticulado. A sociedade israelense está repleta de divisões e medo. A imagem de onipotência das Forças de Defesa de Israel (IDF) foi abalada. Uma guerra regional contra a força total da resistência seria desastrosa para os povos da região e, em última análise, suicida para o projeto sionista, mas há pouquíssimos centros de poder ou indivíduos na política israelense que parecem prontos para admitir a derrota e fazer concessões sérias na mesa de negociações.

Israel está encurralado em um canto, sem boas opções. É também em momentos como esse que as tendências mais desequilibradas e autodestrutivas de uma sociedade se tornam viáveis. É impossível prever o que acontecerá em seguida, mas o que está bem claro é que a lógica anteriormente hegemônica de escalada, dissuasão e o que é possível nessa luta foi derrubada.

(*) Tradução de Raul Chiliani

Liberation News o Liberation é o jornal do Party for Socialism and Liberation (PSL), dos Estados Unidos.

Continue lendo

india
Índia: uma autocracia eleitoral
esporte
O esporte como arma política: o caso da Venezuela
PT
O esforço de Lula é inútil: o sonho das classes dominantes é destruir o PT

Leia também

palestina_al_aqsa
Guerra e religião: a influência das profecias judaicas e islâmicas no conflito Israel-Palestina
rsz_jones-manoel
Jones Manoel: “é um absurdo falar de política sem falar de violência”
Palmares
A República de Palmares e a disputa pelos rumos da nacionalidade brasileira
Acampamento de manifestantes pedem intervenção militar
Mourão, o Partido Fardado e o novo totem [parte I]
pera-9
A música dos Panteras Negras
illmatic
‘Illmatic’, guetos urbanos e a Nova York compartimentada
democracia inabalada
Na ‘democracia inabalada’ todos temem os generais
golpe bolsonaro militares
O golpe não marchou por covardia dos golpistas
colono israel
Os escudos humanos de Israel