Pesquisar
, ,

CIA considerou operação de bandeira falsa para iniciar guerra com URSS, revela documento

Documento liberado em outubro mostra que agência considerou, em 1962, o uso de aviões falsos para criar "desculpa para intervenção" contra a URSS.

por Pedro Marin | Revista Opera
(Foto: Vitaly V. Kuzmin)

Um documento dos arquivos relacionados à morte do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, aberto recentemente, confirma a existência de uma “operação de falsa bandeira” por parte da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) para justificar uma guerra contra a URSS.

O documento, que foi liberado com outros milhares em outubro, descreve um encontro ocorrido em março de 1962, no qual oficiais norte-americanos discutiram a sugestão do então procurador-geral Robert Kennedy (irmão do presidente Kennedy), que consistia em adquirir ou fabricar aviões que fossem similares aos soviéticos.

De acordo com o escrito, os aviões poderiam ser usados para “operações de engano, para confundir aviões inimigos no ar”, para “realizar um ataque surpresa contra instalações inimigas”, ou em uma “operação de provocação, na qual os aviões soviéticos aparentariam atacar instalações dos EUA ou de aliados, com o objetivo de dar aos EUA uma desculpa para intervenção.”

O documento diz ainda que, no caso dos aviões serem usados em tais operações, seria preferível que fossem fabricados nos EUA.

*Com informações da RT

Continue lendo

Os presidentes da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong-Un, e dos EUA, Donald Trump, durante encontro em junho de 2018. (Foto: Joyce N. Boghosian / White House)
Por que a Coreia do Norte rejeitou o gesto de paz de Trump
A Alemanha, que encerrou o serviço militar obrigatório em 2011, vem realizando, desde 1º de janeiro de 2026, uma campanha de recenseamento militar entre a juventude. (Foto: U.S. Army / Kris Bonet)
O retorno do serviço militar na Europa: Alemanha e França fazem valer sua vontade, apesar dos protestos
O líder revolucionário cubano Fidel Castro. (Foto: Ismael Francisco / CubaDebate / Flickr)
100 anos de Fidel Castro: o último herói homérico

Leia também

Quando transformamos livros em uma espécie de forragem ou combustível para as máquinas, evaporamos universos inteiros. (Imagem: Estúdio Gauche)
Bibliocídio: como as big techs queimam livros
Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – lefebvrianos – durante missa na Igreja de St. Jude, na Filadélfia. (Foto: jcapaldi / Flickr)
O primeiro racha na Igreja sob Leão XIV
Marx abordou o capitalismo do ponto de vista do trabalho assalariado; Weber, do ponto de vista dos proprietários do capital. (Imagem: Estúdio Gauche)
Marx e Weber: ângulos de visão
Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. (Imagem: Adrián Astorgano / El Salto)
Palantir: a empresa mais perigosa do mundo
18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação dos oficiais-generais promovidos. Clube do Exército – Sede Lago. Brasília (DF) - Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Defesa nacional: a falsa solução dos gastos militares
Retrato de Muammar Gaddafi pintado em Lyon, na França. (Foto: Thierry Ehrmann / Flickr)
A Líbia pós-Gaddafi, 15 anos depois
São Paulo (SP), 11/09/2024 - 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no Anhembi. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ser pobre e leitor no Brasil: um manual prático para o livro barato
Cristãos ortodoxos durante procissão de Domingo de Ramos em Gaza. 13/04/2014. (Foto: Joe Catron / Flickr)
“Morte aos cristãos”: a crescente violência anticristã em Israel