Pesquisar
,

Síria: Anistia Internacional denuncia rebeldes por violações de direitos humanos

De acordo com o relatório, entitulado "A tortura foi minha punição", grupos rebeldes que têm perpetrado crimes como sequestro, tortura e execuções sumárias.

por Pedro Marin | Revista Opera
(Foto: VOANews)

A ONG Anistia Internacional publicou nesta terça-feira (5) um relatório no qual denuncia violações de direitos humanos por parte de grupos rebeldes que se opõe ao governo do Presidente sírio Bashar al-Assad.

De acordo com o relatório, entitulado “A tortura foi minha punição”, grupos rebeldes que dominam cidades como Aleppo e Idlib têm perpetrado crimes como sequestro, tortura e execuções sumárias.

“Alguns desses grupos, compostos majoritariamente por cidadãos sírios, ganharam controle de grandes áreas na cidade de Aleppo e Idlib, além de outras áreas ao redor, entre os anos de 2012 e 2015, e continuam no poder lá até hoje com o apoio de governos [de países] como Catar, Arábia Saudita, Turquia e EUA”, diz o documento.

No relatório foram analisadas ações de grupos como a Frente al-Sham, Movimento Nour al-Din al-Zenki, Divisão 16 do Exército Livre da Síria, Frente al-Nusra e Movimento Ahrar al-Sham.

“Este relatório expõe a agoniante realidade dos civis que vivem sob o controle de alguns dos grupos armados de oposição em Aleppo, Idlib e outras áreas. Muitos civis vivem em medo constante de serem sequestrados se criticarem a conduta dos grupos armados ou se falharem em acatar as rigorosas regras que eles impuseram”, disse o diretor do programa da Anistia Internacional para o Oriente Médio e Norte da África, Philip Luther, acrescentando que “em Aleppo e Idlib hoje os grupos armados são livres para cometer crimes de guerra e violações da lei humanitária internacional com impunidade.”

Continue lendo

Reportagens recentes dos EUA indicam que o Comando Central foi solicitado a preparar opções para novas operações contra o Irã. (Foto: White House / Flickr)
Trump poderia perder o Congresso e, ainda assim, ampliar a guerra dos EUA contra o Irã
O presidente chinês, Xi Jinping, e a primeira-dama Peng Liyuan. (Foto: APEC 2013 / Flickr)
A IA na China: entre o código aberto e o controle estatal
O presidente da Argentina, Javier Milei, durante discurso na Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), nos EUA, em fevereiro de 2025. (Foto: Gage Skidmore / Flickr)
Milei leva a Argentina à beira de uma recessão

Leia também

Comandantes militares, o ministro da Defesa, José Múcio, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-general do Exército, em agosto de 2024. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
José Múcio é uma besta e o portão está aberto
Mulheres iranianas durante comemorações do Dia do Basij, em novembro de 2025. (Foto: Khamenei.ir / Wikimedia Commons)
6 livros para entender o Irã
Quando transformamos livros em uma espécie de forragem ou combustível para as máquinas, evaporamos universos inteiros. (Imagem: Estúdio Gauche)
Bibliocídio: como as big techs queimam livros
Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – lefebvrianos – durante missa na Igreja de St. Jude, na Filadélfia. (Foto: jcapaldi / Flickr)
O primeiro racha na Igreja sob Leão XIV
Marx abordou o capitalismo do ponto de vista do trabalho assalariado; Weber, do ponto de vista dos proprietários do capital. (Imagem: Estúdio Gauche)
Marx e Weber: ângulos de visão
Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. (Imagem: Adrián Astorgano / El Salto)
Palantir: a empresa mais perigosa do mundo
18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação dos oficiais-generais promovidos. Clube do Exército – Sede Lago. Brasília (DF) - Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Defesa nacional: a falsa solução dos gastos militares
Retrato de Muammar Gaddafi pintado em Lyon, na França. (Foto: Thierry Ehrmann / Flickr)
A Líbia pós-Gaddafi, 15 anos depois
São Paulo (SP), 11/09/2024 - 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no Anhembi. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ser pobre e leitor no Brasil: um manual prático para o livro barato