O início da guerra dos EUA e de Israel contra o Irã, no dia 28 de fevereiro, foi surpreendente, tendo ocorrido menos de quatro dias após o discurso sobre o Estado da União, no qual Donald Trump mal mencionou o Irã. Em uma perspectiva de longo prazo, essa guerra não deveria ser uma surpresa. A guerra contra o Irã era o desfecho previsível da política externa de Trump, que remonta à sua decisão, em 2018, de pôr fim ao JCPOA, o acordo nuclear de Obama cujo cumprimento Teerã havia respeitado. Trump esteve prestes a entrar em guerra contra o Irã no final de seu primeiro mandato com a decisão temerária de assassinar o comandante militar Qasem Soleimani. Depois que Teerã decidiu engolir o golpe e esperar que Trump terminasse seu último ano de mandato com uma resposta limitada, as lembranças dessa guerra que quase aconteceu se dissiparam com o início da Covid. Quando Trump venceu em 2024, um dos meus primeiros pensamentos foi que provavelmente veríamos uma guerra contra o Irã em seu segundo mandato, embora eu não esperasse que ele se envolvesse nela com a despreocupação com que o fez.
O fato da guerra de Trump ter se mostrado tão chocante tanto para sua base eleitoral quanto para a maioria dos comentaristas reflete até que ponto a imagem popular de Trump e de seu movimento havia se distorcido. Também reflete as distorções mais amplas da narrativa americana sobre seus próprios fracassos na política externa no último quarto de século. Aqueles que esperam pôr fim à guerra de agressão contra o Irã e evitar repetições futuras fariam bem em corrigir ambos os erros.
Comecemos pelo nosso estimado líder. Embora ele possa ser o primeiro vencedor do Prêmio da Paz da FIFA e o ganhador por acaso do Prêmio Nobel da Paz concedido a María Corina Machado, nunca houve qualquer prova de que Trump fosse um anti-intervencionista, e muito menos “um homem de paz”. Era de conhecimento geral que Trump havia apoiado a Guerra do Iraque nos dias que antecederam a invasão de 2003. Dando uma amostra da maneira de lidar com as coisas que tanto lhe seria característica em tantos âmbitos, Trump limitou-se a repetir a mentira de que havia sido contra aquela guerra até que seus adversários, exaustos, desistiram de desmenti-lo.
O primeiro mandato de Trump teve uma política externa de “falcão” na maioria das medidas adotadas, fato que seus defensores atribuíram aos seus assessores provenientes do “establishment”. Embora não haja dúvida de que figuras como James Mattis, H.R. McMaster e John Kelly eram “falcões pró guerra”, a verdade é que eles ajudaram mais a limitar as ações de Trump do que a incentivá-las. Mattis, que caiu em desgraça com o governo Obama por causa do Irã, era, no entanto, mais moderado do que Trump nessa questão e tentou, sem sucesso, impedir que Trump abandonasse o acordo nuclear. Da mesma forma, o assassinato de Soleimani foi uma ação de Trump: supostamente, essa foi a mais agressiva de todas as ações que os estrategistas militares lhe apresentaram, acreditando, erroneamente, que assim conduziriam o presidente a uma opção intermediária mais equilibrada. Quanto à Venezuela, Trump ponderava a ideia de empreender ações militares desde 2017 e foram os adultos na sala que o fizeram desistir da ideia em seu primeiro mandato.
Os seguidores de Trump que admitem que ele não é um anti-intervencionista por princípio costumam frequentemente apresentá-lo como um realista. Embora exista uma certa ambiguidade sobre o que pode ser qualificado como realismo, e haja alguns pontos de convergência entre os realistas e Trump – como o ceticismo em relação ao apoio à Ucrânia –, a grande maioria dos verdadeiros realistas tem sido ferozmente críticos a Trump durante todos esses anos em que ele ocupou a presidência. Eles o fizeram porque reconheceram, corretamente, que, embora seus governos sejam bons em produzir discursos que soam realistas e recebem boa cobertura na mídia – pense no discurso feito em Riade em 2025 ou na recente Estratégia de Segurança Nacional – essas declarações nunca foram seguidas de uma aplicação prática das mesmas.
Em última análise, há algo vagamente cômico nas várias tentativas de inventar uma ideologia coerente para Trump: o fato de que o chefe sempre acaba jogando-as por água abaixo em questão de semanas. Alguém se lembra de quando, nos últimos dois meses, a tão alardeada “Doutrina Donroe” significava que estávamos nos afastando do Oriente Médio para nos concentrarmos no Hemisfério Ocidental?
A política externa de Trump deriva menos de uma ideologia coerente do que de algumas peculiaridades psicológicas. A primeira é uma abordagem intensamente personalista. Trump, por exemplo, parece ter sabotado o acordo nuclear com o Irã menos em resposta à pressão israelense e dos neoconservadores do que por pura animosidade pessoal contra Obama, que havia zombado dele em um jantar de gala alguns anos antes.
A segunda peculiaridade é um fetiche por recursos extrativos como o petróleo, que muitas vezes excede o próprio valor material desses recursos. Apropriar-se do petróleo venezuelano foi uma boa maneira de Trump vender a intervenção no país (como perceberam, por exemplo, pessoas como John Bolton em seu primeiro mandato), mas a indústria petrolífera americana estava muito menos entusiasmada.
Em terceiro lugar, e acima de todo o resto, está sua obsessão com as percepções de domínio, rudeza e masculinidade. Em conjunto, essas características o tornam facilmente manipulável. Assim, em 2019, depois que Trump retirou as tropas da Síria encarregadas de proteger os aliados curdos (o que soava humanitário demais), seus adversários o convenceram a dar marcha à ré, mudando a missão declarada para “ficar com o petróleo” (soa apropriadamente duro e machista).
As interpretações equivocadas sobre Trump levaram a interpretações equivocadas transitivas sobre seus subordinados, e alguns comentaristas presumiram que qualquer um que seja suficientemente “Maga” deve ser uma “pomba” no que diz respeito à política externa. Stephen Miller, por exemplo, que é conhecido sobretudo por seu ódio aos imigrantes, aprendeu a denunciar os adversários de Trump por serem “neoconservadores belicistas”, mas ele mesmo é um “falcão” de longa data. Miller começou sua carreira como um jovem ativista que acusava os críticos das guerras do Iraque e do Afeganistão de serem “traidores” e de se aliarem a “terroristas”, e supostamente foi um dos maiores impulsionadores da agressão contra a Venezuela, juntamente com Marco Rubio. Acontece que querer infligir violência a pessoas racializadas no próprio país não é inconciliável com querer fazê-lo fora dele.
Da mesma forma, a mídia atribuiu “visões isolacionistas” a Pete Hegseth por ele ser uma figura tão obviamente trumpista (uma personalidade da TV, acusações de agressão sexual, ódio ao woke). A principal prova é sua declaração de que deixou de ser um neoconservador por volta de 2018 (exatamente no momento em que ser identificado como neoconservador havia se tornado um grande fardo na política de direita). Independentemente de ser ou não um neoconservador, há provas mais do que suficientes de que ele nunca foi outra coisa senão um “falcão” sedento por sangue. A primeira vez que Hegseth chamou minha atenção foi nos últimos anos do governo Bush, quando era o rosto público da Vets for Freedom [Veteranos pela Liberdade], uma organização de fachada da direita focada na propaganda a favor da Guerra do Iraque no momento em que o apoio público à guerra estava desmoronando.
Quando ele entrou na televisão na década de 2010, passou do apoio à Guerra do Iraque em particular para o apoio a crimes de guerra em geral, juntando-se à cruzada pela absolvição de pessoas como Eddie Gallagher, que foi acusado por seus companheiros Navy SEALs pelo suposto assassinato por diversão de civis iraquianos. De qualquer forma, o verdadeiro histórico de Hegseth não o impediu de se tornar uma figura célebre da autoproclamada direita antiguerra. Quando sua nomeação estava por um fio no Senado, houve uma campanha de pressão de Steve Bannon e Charlie Kirk que lhe deu o empurrão final para conquistar o cargo.
Inclusive Tulsi Gabbard, com seu longo histórico como crítica das guerras do Iraque e do Afeganistão, está longe de ser uma “pomba” em termos gerais. Seu alarmismo ao longo de sua carreira em relação ao “terrorismo islâmico radical” – uma expressão que ela criticou Obama por não usar – a tornou desconfiada em relação às “guerras para provocar uma mudança de regime” que tinham como objetivo democratizar países muçulmanos, mas a manteve firmemente comprometida com os aspectos “cinéticos” da guerra contra o terrorismo. Seu apoio ao uso militar de drones foi inabalável tanto com Obama quanto com Trump, e o mesmo vale para seu apoio à destruição de Gaza por Israel. Uma lenda persistente afirma que ela se opôs à intervenção dos EUA na Síria, quando, na verdade, ela se opôs apenas a uma intervenção dos EUA contra Bashar al-Assad e criticou duramente Obama por não intervir de forma mais decidida em seu apoio. Embora a guerra atual implique em algum tipo de dissonância cognitiva em alguém que chegou a vender camisetas com o slogan “Não à guerra com o Irã” em seu site, a velha tendência de Gabbard de resolver as coisas com drones e bombas, em vez de métodos persuasivos, não fica muito longe do de seu atual chefe.
O antimilitarismo de Maga nunca teve muita dificuldade em encontrar assessores malignos para culpar pelo fracasso de Trump em não estar à altura da imagem que tinham dele. No primeiro mandato, foram pessoas como Mike Pompeo e John Bolton que serviram de bodes expiatórios; desta vez, Marco Rubio parece destinado a ocupar esse lugar. Mas o histórico de Trump durante seu primeiro mandato oferece poucos motivos para otimismo de que um Trump solto e cercado de “seu pessoal” seria menos beligerante, e seu segundo mandato já dissipou qualquer dúvida.
Mas, além dos indivíduos, será possível extrair conclusões mais gerais sobre esse lamentável estado de coisas? Por que os comentaristas tiveram tanta dificuldade em perceber o que se aproximava? Grande parte disso tem a ver com a forma como os Estados Unidos têm relembrado — ou distorcido a memória — de sua política externa nas últimas décadas, especialmente da Guerra do Iraque.
O fato de homens como Hegseth ou Miller se sentirem à vontade para falar com desdém dos “neoconservadores” é indicativo de uma característica dessa memória cultural: o isolamento dos neoconservadores como os únicos culpados pelos crimes da política externa americana.
Os neoconservadores têm, de fato, um histórico pernicioso (sobre o qual eu, como muitos outros, já escrevi em outro lugar). Eles foram a vanguarda intelectual que preparou o terreno para a Guerra do Iraque; nos primeiros dias, quando o conflito era tratado como um sucesso, ficaram contentes em reivindicar sua responsabilidade nele, e só por isso merecem ser culpados por sua injustiça e seu fracasso. Mas, em uma guerra que contou com 90% de apoio entre os republicanos em seu início, é errado tratar um grupo de intelectuais e burocratas que caberia em uma quadra de basquete como se fossem toda a ala direita do partido da guerra.
Por mais importantes que os neoconservadores tenham sido na hora de moldar o discurso, aqueles que tomaram as decisões com consequências reais não foram de forma alguma neoconservadores, em particular o triunvirato de George W. Bush, Dick Cheney e Donald Rumsfeld, juntamente com líderes liberais como Hillary Clinton e Joe Biden, que optaram por seguir o jogo deles. O atual culto Maga de ódio aos neoconservadores tem menos a ver com um acerto de contas apropriado pela Guerra do Iraque do que com outros motivos: a necessidade de desacreditar um grupo que teria abrangido um setor importante de críticos de Trump na direita e o desejo de fingir que o militarismo americano é um implante estrangeiro explorado por um punhado de intelectuais judeus em benefício próprio.
À medida que o movimento Maga concentrou a culpa nos neoconservadores, também tendeu a identificar o neoconservadorismo com a promoção da democracia wilsoniana. O erro dos EUA, de acordo com essa interpretação, é o desejo ingênuo e humanitário de levar a civilização ao Oriente Médio. Mas o neoconservadorismo nunca se vinculou exclusivamente aos sonhos de democracia universal. O documento mais importante da primeira geração de princípios neoconservadores na política externa, “Dictatorships and Double Standards” (Ditaduras e Padrões Duplos), de Jeane Kirkpatrick, era um apelo para defender os governos “autoritários” amigos da direita contra potenciais movimentos “totalitários” da esquerda, fossem eles democráticos ou não. Já bem avançado o século XXI, os neoconservadores continuam divididos sobre a partir de que ponto a defesa da democracia se sobrepõe a outras prioridades, como a defesa de Israel; uma divisão que ajuda a explicar a ruptura entre os campos pró-Trump e anti-Trump dentro do movimento.
Mais importante ainda, identificar a Guerra do Iraque com a promoção da democracia leva a uma interpretação errônea da própria guerra. Aqueles de nós que temos idade suficiente para lembrar os dias que antecederam o conflito compreendemos que a benevolência não era o sentimento dominante: as pessoas estavam irritadas e assustadas com o 11 de setembro e queriam vingança. “Algo muito maior do que [Osama] bin Laden precisava ser decapitado”, explicou William F. Buckley, dando um verniz às opiniões dos chamados “superfalcões” do Instituto Claremont (que, com o tempo, se tornariam o grupo mais proeminente de intelectuais do Maga).
À medida que a justificativa original da guerra, baseada nas armas de destruição em massa, desmoronava, o governo Bush recorreu a justificativas mais idealistas. O discurso de posse do segundo mandato de Bush, em 2005, dois anos após o esforço bélico inicial, marcou o ponto culminante dessa tendência. Mas a razão pela qual pessoas como Trump e Miller apoiaram a guerra é que o ímpeto original foi algo que atraiu pessoas como Trump e Miller. E o sentimento dominante na direita em 2003 não estava muito distante do que o que existe em 2026.
Essa memória distorcida da Guerra do Iraque lançou as bases da subsequente política externa do Maga. Se o Iraque havia sido um exercício infeliz de idealismo democrático, para evitar outros Iraques era preciso renunciar a esse tipo de idealismo. Como consequência, o nível de exigência da crítica foi rebaixado demais, e as únicas intervenções rejeitadas foram as ocupações com grande número de tropas justificadas por uma retórica humanitária. Ficou ausente de tudo isso o ponto de vista elementar do não-intervencionismo de que mesmo ações limitadas e aparentemente bem-sucedidas no curto prazo podem ter consequências perversas no longo prazo.
Até fevereiro passado, Trump evitou guerras em grande escala. Mas, em ambos os mandatos, vimos um aumento constante das ações agressivas que mereceram o elogio dos influenciadores do movimento MAGA por se ajustarem ao padrão de “não ser o Iraque”, que já era baixo. O fato do movimento Maga ter chegado a lembrar o assassinato de Soleimani como uma jogada de mestre de Trump ajudou a preparar o terreno para a guerra atual, assim como a resposta majoritariamente positiva à campanha de bombardeios do verão passado (“O presidente Trump agiu com prudência e determinação”, segundo Charlie Kirk) e o sequestro, neste inverno, de Nicolás Maduro (“uma vitória retumbante e uma das operações militares mais brilhantes da história dos Estados Unidos”, segundo Matt Walsh). Segundo todos, foi essa sucessão de “vitórias” de gratificação imediata que convenceu Trump a apostar na guerra atual.
Agora, o movimento Maga está em busca de bodes expiatórios. Além de sua fixação pelos neoconservadores – algo bastante fora de lugar em um governo que não conta com nenhum neoconservador autoproclamado –, há sua fixação por Israel. A perspectiva israelense é importante, embora não seja suficiente por si só, para explicar esta guerra. Israel e seus aliados americanos claramente pressionaram para arrastar os Estados Unidos para a guerra contra o Irã – muito mais do que no caso do Iraque, onde Israel e grupos como o AIPAC apoiaram amplamente a guerra, mas não lideraram os esforços. Essa influência foi real e prejudicial, mas o problema é que Israel e seus aliados americanos vêm pressionando para conseguir essa guerra com todos os presidentes desde George W. Bush. A questão relevante para o movimento Maga é por que essa campanha, após duas décadas de fracassos, finalmente conseguiu obter resultados com Trump, e por que seu homem da paz foi quem iniciou uma guerra que até mesmo Bush teve a inteligência suficiente para evitar.
Embora eu não apoie toda a gama de opiniões polêmicas do jornalista Michael Tracey, sempre contrariado, ele claramente está certo quando fala sobre “o problema com Tucker”. As teorias da conspiração melodramáticas de figuras como Tucker Carlson e Steve Bannon sobre Benjamin Netanyahu amaldiçoando fatalmente Trump têm sua origem, simplesmente, em sua incapacidade de aceitar o fato de que seu herói iniciou esta guerra porque queria iniciá-la. (Por quê? Porque ele se sentia frustrado por estar encurralado internamente, porque queria mais uma demonstração de domínio com gratificação imediata, porque gosta de explodir coisas. Não será por falta de razões!)
Seria reconfortante compartilhar da fé de Carlson de que o assassinato de mais de uma centena de estudantes em Minab deve ter sido resultado dos pérfidos serviços de inteligência israelenses porque “os Estados Unidos não fazem esse tipo de coisa”. Infelizmente, nosso país não precisa de lições de Netanyahu sobre como matar inocentes. A guerra do Irã pertence a Mark Levin, a Ben Shapiro e ao resto daqueles que a apoiam explicitamente. Mas também a Carlson, a Bannon e ao resto de seus adversários dentro do movimento Maga, que trabalharam para propagar afirmações claramente falsas sobre quem era Trump e o que significaria seu retorno ao poder.
O que isso significa para a esquerda? A prioridade imediata é impedir a guerra, e, no curto prazo, não há motivo para rejeitar alianças que ajudem nesse sentido. Mas, no longo prazo, vale a pena refletir sobre nossas próprias estratégias retóricas e analíticas. Em um mundo em que os democratas são tão pouco inspiradores – ou pior ainda, se pensarmos em Gaza –, é tentador exagerar as possibilidades da teoria da ferradura com elementos da direita. Sobre esse ponto, mesmo que essas constelações nunca cheguem a se concretizar totalmente, é útil enfatizar a possibilidade de que os progressistas sejam flanqueados pela direita em áreas como uma orientação populista da economia ou uma política externa não intervencionista, mesmo que seja apenas para pressionar os progressistas a melhorarem. O risco é que o seu próprio lado possa acabar confuso sobre o que realmente está em jogo no conflito político.
Sempre fui cético em relação à ideia de que o movimento Maga levaria a algum tipo de medida econômica genuinamente populista, e o “Big Beautiful Bill” do ano passado serviu como uma ampla confirmação desse ceticismo. Da mesma forma, a guerra no Irã corta pela raiz qualquer esperança de que as repetidas denúncias da direita sobre as “guerras intermináveis” acabem nos afastando das guerras intermináveis. É possível sonhar com um mundo em que ambos os partidos disputem para ver quem faz políticas mais favoráveis aos trabalhadores e mais contrárias à guerra. Mas vivemos em um mundo muito mais deprimente. Não devemos nos iludir quanto às virtudes do liberalismo realmente existente, mas também não devemos nos iludir quanto às alternativas existentes a ele.
(*) Tradução de Raul Chiliani



































