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Síria: Lavrov diz que é importante impedir colapso de acordo entre EUA e Rússia

Para Lavrov, é importante "investigar objetivamente e de forma imparcial os incidentes em Deir ez-Zor e Aleppo" para evitar o colapso dos acordos na Síria.

por Pedro Marin | Revista Opera*
(Foto: Departamento de Estado dos EUA)

O Ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse nesta sexta-feira (23), durante a 71ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, que é uma prioridade impedir o colapso do acordo firmado pelos EUA e Rússia sobre a Síria, que prevê um cessar-fogo para a guerra civil no país.

“A principal questão agora é prevenir o colapso daqueles acordos [entre Rússia e EUA] e investigar objetivamente e de forma imparcial os incidentes em Deir ez-Zor e Aleppo”, disse Lavrov, referindo-se aos bombardeios feitos pela coalizão norte-americana contra o exército sírio, no último sábado (17), e o ataque contra um comboio humanitário das Nações Unidas, na última segunda-feira (19), que elevaram a tensão entre EUA e Rússia e têm prejudicado um acordo entre os países.

“É essencial que se cumpra a demanda do Conselho de Segurança da ONU [no que se refere à] desassociação da chamada ‘oposição moderada’ dos terroristas. Aqui, há responsabilidade especial dos EUA e dos membros de sua coalizão. Sua recusa ou incapacidade de fazer isso, nas circunstâncias atuais, só fortalecem as suspeitas de que se tenta tirar a Frente Al-Nusra do perigo, e que os planos para uma mudança de regime ainda estão na mesa”, completou o chanceler russo.

Cessar-fogo

O cessar-fogo no conflito sírio foi acordado pelos EUA e Rússia no último dia 9. Ambos os países acordaram em pressionar os rebeldes e o governo sírio, respectivamente, para que implementassem o acordo, parando as hostilidades.

Desde então, no entanto, Moscou tem repetidamente acusado Washington de não manter sua parte do acordo. Com o “bombardeio falho” por parte dos EUA contra o exército sírio, no entanto, o acordo foi posto em risco – situação que só piorou depois do ataque contra o comboio da ONU, que levou a acusações mútuas por parte dos dois países.

*Com informações da RT

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