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Troca de prisioneiros de guerra na Ucrânia começa; ativistas falam em “boicote” ucraniano

Ativistas têm denunciado um "boicote" por parte da Ucrânia, com ao menos nove prisioneiros que constavam em lista de troca que até o momento não foram enviados a Horlivka. Até o momento o ex-combatente brasileiro Rafael Lusvarghi também não foi trocado.

por André Ortega e Pedro Marin | Revista Opera
(Foto: KPP “Mayorsk”, archive / Donetsk News Agency)

A maior troca de prisioneiros entre o Estado ucraniano e as Repúblicas Populares de Donetsk e Lugansk na história da guerra civil da Ucrânia se iniciou nesta quarta-feira (27) na cidade de Horlivka, entre os checkpoints dos rebeldes do leste e o exército ucraniano.

A troca é fruto de um acordo entre as Repúblicas e o Estado ucraniano. As discussões, que se estenderam por mais de um ano e meio, levaram a um acordo que previa a libertação de 306 pessoas presas por Kiev – dentre elas, o ex-combatente brasileiro no Donbass, Rafael Lusvarghi – e 74 pessoas presas nas Repúblicas Populares. Ativistas no entanto têm denunciado um “boicote” por parte da Ucrânia, com ao menos nove prisioneiros que constavam em lista de troca que até o momento não foram enviados a Horlivka.

“Até às 14:20 (horário local) não foram para a troca: Mefedov, Egorov, Polyakov, Shilin, Chernykh, Kovalis, Kimakovsky e Slivko. A Ucrânia deu informações não confiáveis de que eles teriam se recusado a serem trocados”, disse o advogado Valentin Rybin.

Até o momento o ex-combatente brasileiro também não foi trocado.

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