Pesquisar
,

EUA: Estudo revela que 0% dos colunistas da grande imprensa são contra a mudança de regime na Venezuela

O estudo reuniu um total de 76 artigos e segmentos de televisão. Em nenhum deles foi exposta uma posição contrária à mudança de regime na Venezuela.

por Pedro Marin | Revista Opera
[Foto: Alvaro Algarra, VOA]

Um estudo realizado pelo instituto FAIR (Fairness and Accuracy In Reporting – Justeza e Precisão Na Reportagem, em tradução livre) publicado nesta semana, revelou que 0% dos colunistas de opinião e comentadores políticos dos grandes veículos norte-americanos se opõem à mudança de regime (regime change) na Venezuela.

O estudo acompanhou por três meses as colunas de opinião do jornal The New York Times e The Washington Post, além dos três maiores programas matinais dominicais e o PBS Newshour, reunindo um total de 76 artigos e segmentos de televisão. Em nenhum deles foi exposta uma posição contra a mudança de regime.

“Isso ocorre apesar da existência de milhões de venezuelanos que apoiam Maduro – que foi eleito democraticamente duas vezes pelo mesmo sistema eleitoral pelo qual Juan Gaidó conquistou seu assento na Assembleia Nacional – e opõem a intervenção estrangeira”, escreveu Teddy Ostrow no instituto.

54 deles (72%) expressaram apoio explícito à derrubada do atual presidente do país, Nicolás Maduro, 11 (14%) foram “ambíguos”, classificados assim pela falta de linguagem explícita – mas que continham um apoio contido à derrubada nas entrelinhas – e outros 11 (14%) não tomaram posição.

[button color=”” size=”” type=”square” target=”_blank” link=”https://revistaopera.operamundi.uol.com.br/2019/05/03/venezuela-as-razoes-e-efeitos-do-golpe-pela-metade/”]Leia também – Venezuela: As razões e efeitos do “golpe pela metade”[/button]

Com base nos dados, o FAIR declara que “a cobertura midiática corporativa da Venezuela só pode ser descrita como uma campanha de marketing em grande escola pela mudança de regime.”

Ainda nesta semana, o Center for Economic and Policy Research (Centro para Pesquisa Econômica e Política), também com sede nos EUA, publicou um estudo que conta em 40 mil o número de mortos na Venezuela em virtude das sanções impostas pelo governo Trump.

Continue lendo

Os presidentes da República Popular Democrática da Coreia (RPDC), Kim Jong-Un, e dos EUA, Donald Trump, durante encontro em junho de 2018. (Foto: Joyce N. Boghosian / White House)
Por que a Coreia do Norte rejeitou o gesto de paz de Trump
A Alemanha, que encerrou o serviço militar obrigatório em 2011, vem realizando, desde 1º de janeiro de 2026, uma campanha de recenseamento militar entre a juventude. (Foto: U.S. Army / Kris Bonet)
O retorno do serviço militar na Europa: Alemanha e França fazem valer sua vontade, apesar dos protestos
O líder revolucionário cubano Fidel Castro. (Foto: Ismael Francisco / CubaDebate / Flickr)
100 anos de Fidel Castro: o último herói homérico

Leia também

Quando transformamos livros em uma espécie de forragem ou combustível para as máquinas, evaporamos universos inteiros. (Imagem: Estúdio Gauche)
Bibliocídio: como as big techs queimam livros
Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – lefebvrianos – durante missa na Igreja de St. Jude, na Filadélfia. (Foto: jcapaldi / Flickr)
O primeiro racha na Igreja sob Leão XIV
Marx abordou o capitalismo do ponto de vista do trabalho assalariado; Weber, do ponto de vista dos proprietários do capital. (Imagem: Estúdio Gauche)
Marx e Weber: ângulos de visão
Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. (Imagem: Adrián Astorgano / El Salto)
Palantir: a empresa mais perigosa do mundo
18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação dos oficiais-generais promovidos. Clube do Exército – Sede Lago. Brasília (DF) - Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Defesa nacional: a falsa solução dos gastos militares
Retrato de Muammar Gaddafi pintado em Lyon, na França. (Foto: Thierry Ehrmann / Flickr)
A Líbia pós-Gaddafi, 15 anos depois
São Paulo (SP), 11/09/2024 - 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no Anhembi. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ser pobre e leitor no Brasil: um manual prático para o livro barato
Cristãos ortodoxos durante procissão de Domingo de Ramos em Gaza. 13/04/2014. (Foto: Joe Catron / Flickr)
“Morte aos cristãos”: a crescente violência anticristã em Israel