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Mais de 500 mil nas ruas em Israel: é contra o genocídio?

Ao não denunciar o extermínio dos palestinos, manifestações em Israel do último domingo reafirmam o pressuposto sionista da exclusividade judaica

Alex Delouya
Protestos em Israel em fevereiro de 2023 contra Netanyahu. (Foto: Hanay / Wikimedia Commons)
Protestos em Israel em fevereiro de 2023 contra Netanyahu. (Foto: Hanay / Wikimedia Commons)

“Na verdade, são as próprias famílias que definem a luta pela libertação dos reféns como uma luta pela imagem de Israel, pela sua própria capacidade de se reconstruir. E se essa é uma luta pela imagem da sociedade israelense, é legítimo exigir que, após essa destruição apocalíptica, a imagem da sociedade não seja moldada novamente pela negação do desastre e dos crimes cometidos em nosso nome — negação que nos levou exatamente ao lugar onde estamos agora.”
— Orly Noy, jornalista israelense e presidente da ONG B’Tselem, que documenta a realidade dos territórios palestinos ocupados

No último domingo (17), mais de 500 mil israelenses tomaram as ruas do país para pedir o fim da ofensiva na Faixa de Gaza e o retorno de todos os reféns. Manifestações foram organizadas em muitas cidades e algumas das principais vias do país foram bloqueadas. Diversos negócios não abriram as portas e, mesmo sem a adesão da Histadrut, a maior central sindical de Israel, trabalhadores de alguns setores também paralisaram as atividades.

A indignação que moveu os manifestantes, contudo, não é a mesma que move milhões ao redor do planeta pelo fim do genocídio contra os palestinos e da ocupação. 

Convocadas por entidades de familiares dos reféns e vítimas do ataque de 7 de outubro de 2023, as ações foram organizadas em torno da reivindicação de que o governo pare a guerra e atinja um acordo que viabilize o retorno dos 50 reféns ainda sob controle do Hamas (mortos e vivos), além dos soldados israelenses que servem em Gaza. O chamado veio um pouco após o anúncio do governo do plano para invadir e ocupar a cidade de Gaza, o que deve provocar, além de muitas mortes, mais um deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas para o sul. Como mencionei em um texto anterior, Israel criou campos de concentração com o nome de “cidades humanitárias” para confinar os deslocados.

As universidades de Haifa, Tel Aviv, Jerusalém, bem como municipalidades governadas pela oposição a Netanyahu, e empresas de tecnologia, como a Meta e a Wix, também anunciaram a sua participação na paralisação chamada pelas famílias, vocalizando em seus pronunciamentos o apelo de unidade nacional por um acordo que garanta o retorno dos reféns. 

A declaração emitida pela Universidade Hebraica de Jerusalém, reproduzida pelo The Times of Israel, deixa claro do que se trata: “O retorno dos reféns é um objetivo de maior valor, que vem antes de todos os outros objetivos, não importa o quão importantes eles sejam”. 

Pesquisas há poucos meses mostram que cerca de dois terços dos israelenses são a favor do fim da guerra em Gaza, pelo cessar-fogo e pelo retorno dos reféns. Ao mesmo tempo, 82% dos judeus do país apoiam a expulsão dos palestinos de Gaza, dados que chamaram atenção quando publicados no fim de maio pelo portal israelense Haaretz.

 Leia também – “Nunca vamos esquecer posições de Lula sobre a Palestina”, diz embaixador houthi no Irã 

Por mais que estranhe o leitor, do ponto de vista dos campos de força que movem a sociedade israelense, não há grande contradição. Como é evidente desde antes do 7 de outubro, o problema da ocupação ilegal de territórios não divide os adeptos das grandes correntes políticas do país e a defesa da soberania e autodeterminação palestina passa ao largo dos discursos no Knesset, o parlamento israelense, há muito tempo. 

Na realidade, os conflitos dentro do campo sócio-político israelense ocorrem, como têm argumentado Bruno Huberman, Ilan Pappé, Breno Altman e outros, dentro do consenso sionista. 

O que isso quer dizer? 

Que dentro do espectro político israelense as diversas posições sustentam um acordo comum, que serve de chão para a expressão das suas diferenças. O ponto crucial do sionismo – a ideia de viabilidade e legitimidade da instalação de um estado de supremacia judaica no coração no mundo árabe – segue sem questionamento pela quase totalidade dos israelenses. 

Mas o acordo vai mais além da legitimidade da existência de Israel. É também um acordo com as políticas de transferência forçada, confinamento e ocupação militar ilegal sobre os territórios e corpos palestinos, que ocorrem pelo menos desde a Nakba, a catástrofe da fundação do Estado de Israel que expulsou mais de 750 mil pessoas de suas terras e destruiu aproximadamente 500 vilarejos. 

Isso, no entanto, não deve nos fazer crer que as rachaduras não são profundas e significativas, conclusão que seria bastante estranha visto os acontecimentos recentes.

Estado de Israel e Estado da Judeia

O historiador israelense Ilan Pappe, que recentemente participou de diversos eventos no Brasil, apesar das tentativas de censura do lobby sionista, tem dito em seus últimos escritos que cada vez mais se aprofunda em Israel uma grande divisão política. 

De um lado, constitui-se um campo, denominado por Pappe de “Estado de Israel”,  de judeus seculares, majoritariamente de classe média, descendentes de europeus, que almejam uma sociedade democrática e pluralista (leia-se com o adendo: só para os judeus). São em grande medida a oposição a Netanyahu. Mas “não se engane”, escreve Pappe, “sua defesa de ‘valores democráticos liberais’ não afeta seu comprometimento com o sistema de apartheid que é imposto, de várias maneiras, a todos os palestinos que vivem entre o Rio Jordão e o mar Mediterrâneo”. 

O campo oposto é a base de Netanyahu, que Pappe denomina de “Estado da Judeia”, composto de colonos da Cisjordânia e amplos setores religiosos de extrema-direita, além de partes do alto escalão das forças armadas (IDF). Seu objetivo é o estabelecimento de uma teocracia judaica expansionista, que consiga restabelecer os limites do Reino da Judeia bíblica – abrangendo territórios muito além dos palestinos, como partes da Síria, Egito, Iraque, Jordânia, Turquia e quase metade da Arábia Saudita. Fortemente militante, o campo de extrema-direita acredita que a construção de assentamentos, acompanhada da expulsão e violência contra palestinos, é uma missão religiosa, visando o retorno do Messias. Vai mais além que a própria ideia de Israel como Estado moderno no território da Palestina histórica. Na matéria da ocupação ilegal, essa fração da sociedade não é apenas conivente ou apoiadora, mas é a própria linha de frente da colonização, como reportei em meu último texto

O ministro da Defesa, Itamar Ben-Gvir, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, representam bem esse bloco, sendo eles próprios moradores de assentamentos ilegais. Netanyahu, que já é o líder a ocupar por mais tempo a cadeira de primeiro-ministro do Estado judeu, não surgiu do universo dos assentamentos ou dos religiosos, mas aprendeu a dançar com a música até que essa se tornasse a força política principal da sociedade, onde hoje é firmada sua base de apoio.

 Leia também – Gaza: se não é genocídio, é guerra total

Desde que assumiu a coalizão da qual é líder, em 2022, sua plataforma política passou a dar lugar incomparavelmente maior para o aspecto religioso, que não tinha a mesma importância em suas legislaturas anteriores como primeiro-ministro. Referências bíblicas hoje fazem parte de toda a parafernália simbólica de que se imbui o atual líder do genocídio e também a institucionalidade israelense num geral. Netanyahu a cada dia reafirma sua adesão à ideologia da “Grande Israel” e mobiliza as Forças Armadas para Gaza com a retórica da Guerra Santa. A nova etapa da ofensiva israelense na Faixa de Gaza, por exemplo, foi chamada em maio de “Carruagens de Gideão”, em referência ao juíz e líder militar escolhido por Deus no Velho Testamento para libertar os israelitas bíblicos do controle dos midianitas. Diversos exemplos semelhantes podem facilmente ser encontrados nas próprias palavras de Netanyahu.

Não mencionada diretamente por Pappe no mesmo texto, vale acrescentar aos dois blocos de Judeia e Israel uma pequeníssima porém corajosa minoria de movimentos e militantes que disputam o sentido da crise para problemas estruturais: a ocupação, o apartheid, o movimento de colonização que está na origem do Estado judeu. Iniciativas geralmente compostas por israelenses e palestinos fazem parte desses grupos, como é a lista eleitoral conjunta de esquerda Hadash-Ta’al, grupos como Standing Together, alguns dos jovens israelenses que têm recusado servir as IDF, a ONG B’Tselem, etc. 

Mesmo com posições diferentes, esses grupos menores não fazem parte da polarização anterior na medida em que são explicitamente contra o caráter étnico-racial de subjugação dos palestinos e ocupação dos territórios, que dá esteio ao que chamamos de consenso sionista. Essas distinções, portanto, são úteis na medida de sua operacionalidade em relação a esse consenso, e por isso as adotamos.

Desde 2022, é possível dizer que a fratura entre Estado de Israel e Estado da Judeia se aprofundou, polarizando a sociedade israelense. A manobra de Netanyahu contra o sistema judiciário do país afastou definitivamente os israelenses “liberais-democráticos” do outro bloco, ameaçando a existência da coalizão governista de extrema-direita, de forma que a resposta ao 7 de outubro pode ser, ao mesmo tempo, um sonho e um pesadelo para Netanyahu, na medida que permite a sua fuga dos tribunais. A radicalidade dos colonos, com aspectos semelhantes à atuação dos squadristi fascistas (acrescida do tempero religioso), se opôs mais aos setores seculares, vistos por eles com desprezo, enquanto obstáculos a serem atropelados.

A exclusividade judaica, mais uma vez

A manifestação do último domingo, portanto, foram uma representação firme das posições do campo “democrático”, o “Estado de Israel”, já há muito tempo sem capacidade de influir nos rumos da política institucional acrescida da terceira parcela minoritária que mencionamos. A “união em torno do inimigo comum” só pode ser acionada em certos momentos e funciona por duração limitada. A sociedade israelense não tolera mais a mobilização da vida nacional em torno da “guerra”, que além de não trazer nenhum resultado, ainda sobrecarrega a economia do país e o isola no cenário internacional. 

Para os representantes do “Estado da Judeia”, é claro, a manifestação foi vista como um ato de apoio ao Hamas, colocação um tanto absurda visto o menor enfoque no genocídio em curso, na situação de fome na Faixa de Gaza, além, é claro, das centenas de bandeiras de Israel na mão dos manifestantes, lado a lado com as fotos dos reféns. No dia, Netanyahu disse que as manifestações estavam “não apenas fortalecendo o Hamas e adiando o retorno dos nossos reféns” mas também “garantindo que os horrores do 7 de Outubro vão acontecer de novo e de novo”. Segundo defende, a ofensiva à cidade de Gaza é o melhor e mais rápido jeito de trazer os reféns de volta, fato que desperta repulsa e indignação na parcela liberal de Israel.

Alguns membros do governo acordaram no domingo com manifestantes na porta de casa, como foi o caso do ministro da Educação e da ministra de Ciência e Tecnologia. Pelo menos 38 pessoas foram presas pela polícia israelense, que reprimiu atos em Jerusalém com jatos de água. 

Conforme mostramos há algumas semanas, a coalizão governista segue surda aos apelos da comunidade internacional e de amplos setores da população, indo adiante em seus planos de ocupação da Faixa de Gaza com a benção de Donald Trump. A continuidade do genocídio e a expansão dos assentamentos judaicos em territórios palestinos segue sendo a prioridade. Smotrich, ao anunciar o plano de construção de novos assentamentos na Cisjordânia, na última semana, afirmou: “Isso vai enterrar de vez a ideia de um Estado Palestino”. Além disso, já existe uma lista com mais de mil colonos esperando para poder reassentar Gaza.

Nesse sentido, a mobilização política de domingo, uma das maiores desde outubro de 2023, tem um papel importante, uma vez que aprofunda o desgaste da coalizão fascista e genocida no poder e fortalece uma pressão interna para o cessar-fogo. 

Não podemos, no entanto, nos iludir com seu significado, muito distante que é de uma oposição aos crimes de genocídio, limpeza étnica e manipulação da fome como arma de extermínio. Os manifestantes, em amplíssima maioria, não foram às ruas por esses motivos, mas simplesmente para que seus “irmãos israelenses” não sofram mais as consequências da ofensiva militar, sejam os reféns em controle do Hamas ou os soldados das IDF que correm risco de vida enquanto exterminam a população palestina. Os chamados dos familiares de reféns, universidades e empresas de tecnologia deixam isso claro, como já haviam feito em outras mobilizações contra o governo. 

Nesse sentido, a manifestação é ainda mais decepcionante para aqueles que desejariam ver questionada a própria natureza supremacista do sionismo, a doutrina que não apenas orientou o processo de limpeza étnica da fundação de Israel, em 1948, como também dá sustentação ao regime até hoje. Pelo contrário, seria possível inclusive argumentar que o movimento de domingo antes confirma essa característica, ao separar as reivindicações pelo cessar-fogo e pela vida dos reféns, de um lado, das reivindicações pelo fim do genocídio e pela vida dos milhares de palestinos assassinados por Israel, do outro. 

Indo mais longe, as manifestações apenas confirmam as tendências anteriormente apontadas por pesquisadores sobre a combinação de ódio e indiferença que domina a sociedade israelense quanto aos palestinos, resultado de mais de 100 anos de normalização e complacência do mundo com a ideologia colonialista do sionismo e os crimes perpetrados por Israel. A desumanização, já argumentava Fanon, é uma lógica constitutiva do processo de colonização, que precisa despojar do colonizado a sua humanidade – através do marcador racial – para prosseguir na empreitada de expropriação e eliminação.

A jornalista israelense mizrahi, Orly Noy, também presidente da ONG B’Tselem, que documenta violências nos territórios palestinos ocupados, publicou um texto no site israelense Local Call com título bem expressivo: “A manifestação pelos reféns é essencial. Ignorar a situação da Faixa de Gaza é uma vergonha”. Nele, Noy descreve a indignação e a angústia que sentiu ao se deparar mais uma vez com a ausência de menções ao genocídio palestino nas manifestações. 

“Quando Lishay Miron-Lavi, esposa do refém Omri Miron, implorou ao público em geral que saísse de casa ‘com um único objetivo: salvar os reféns e os soldados’, eu me contorci de profunda frustração. Isso nem é ignorância. É um apelo explícito a todos os que querem lembrar que os sequestrados estão definhando no holocausto que Israel está impondo aos habitantes de Gaza. Como se o tormento dos reféns e a agonia dos habitantes de Gaza ocorressem em duas unidades territoriais separadas, para não dizer em dois universos paralelos.”

Com muita firmeza, ela argumenta que o sofrimento dos familiares dos reféns, por maior que seja, não deveria conferir a eles “imunidade de críticas” no que se refere ao seu papel de direção nas lutas pelo cessar-fogo e, em um nível mais básico, no dever humano de se opor ao genocídio em Gaza. Em realidade, ao recusar a adoção de bandeiras contra a guerra de extermínio, os familiares não apenas deixam implícita a negação do direito dos palestinos à vida, mas também dificultam a efetividade da luta pelo bem estar de seus entes queridos. Afinal, se as imagens divulgadas pelo Hamas sobre o péssimo estado de saúde dos reféns os mostravam em condição de desnutrição aguda, não seria o caso de batalhar pela entrada de comida e assistência humanitária em Gaza, que deveria reverberar também em sua melhor alimentação? Se a ofensiva israelense por terra e ar ameaça a vida dos cativos, não seria o caso de aumentar os apelos para que os reservistas se recusem a servir na guerra? Se, como afirmaram alguns reféns já libertos, a abordagem dos seus captores foi pior quando lideranças israelenses fizeram declarações indiferentes aos maus-tratos contra os prisioneiros palestinos, não seria o caso de pelo menos tentar uma maior solidariedade com os mais de dois milhões submetidos à fome administrada, a fim de que os reféns israelenses tivessem também melhor tratamento? 

Todas essas são algumas das indagações que Noy corajosamente aponta em seu texto, sem deixar de privilegiar, evidentemente, aquilo que é o mais fundamental: a necessidade urgente de acabar com o genocídio palestino e a orientação colonial israelense – causas (e não consequências!), do massacre de 7 de outubro. 

A indiferença ao sofrimento palestino – produzida e legitimada por décadadas através da normalização dos crimes de apartheid e limpeza étnica – faz surgir a seguinte anomalia: nessa “Israel fascista e genocida”, como diz Noy, “a moral universal se tornou um crime”. 

E ao fim do texto, ela arremata: 

“Quase dois anos se passaram desde aquele dia maldito, após o qual nada voltou a ser como antes. O protesto exige que os líderes façam um exame de consciência, e isso também se aplica a nós, cidadãos. Como permitimos que essa realidade crescesse bem ao nosso lado até explodir na nossa cara? No meio dessa destruição total, ainda podemos ignorar o outro povo sobre cujas ruínas tentamos nos reconstruir? Se a manifestação dos reféns é o futuro da sociedade israelense, que tipo de sociedade será construída após a destruição, se ela se reconstruir novamente com base em moral seletiva, indiferença e negação?”

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