Pesquisar
, ,

Pesquisa desenterra o cadáver que o Grupo Folha escondeu

Eles fazem de tudo – se fraudam um processo de impeachment, porque não falsificariam também a verdade?

por Jeferson Miola
(Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Os resultados das pesquisas dos institutos Ipsos e Datafolha sobre a situação do país são tão disparatados que se fica com a sensação de terem pesquisado realidades totalmente diferentes.

Quando, contudo, se analisa os dados, fica evidente que a discrepância entre as pesquisas não decorre da observação de realidades ou períodos diferentes, mas sim do viés de análise empregado pelos proprietários do instituto Datafolha.

Pela lente da sua pesquisa, a Folha de São Paulo consegue enxergar que “cresce otimismo com a economia” e que “para 50%, Temer deve ficar” – capa e matéria da edição de domingo 17/07/2016.

Já a pesquisa Ipsos mostra, ao contrário, que a vida dos golpistas está mais próxima do inferno do que do paraíso: apenas 16% querem que Temer fique até 2018; 89% afirmam que o Brasil está no rumo errado; e a aprovação do impeachment fraudulento da Presidente Dilma apresenta importante tendência de queda.

O Datafolha pertence ao Grupo Folha, conglomerado de mídia notoriamente pró-Serra, pró-PSDB, pró-Temer, pró-Cunha, pró-coxinhas, pró-golpe, pró-Alstom, pró-corrupção tucana e pró tudo o que é contra o PT, contra Lula e contra Dilma.

Epíteto dizia, ainda no século 5 antes de Cristo, que o que perturba os homens não são os fatos, mas a interpretação que os homens fazem dos fatos. Esta noção milenar de Epíteto é executada à moda Joseph Goebbels não só pela Folha de São Paulo – mas por toda a mídia golpista e engajada.

Eles fazem de tudo – se fraudam um processo de impeachment, porque não falsificariam também a verdade? – para legitimar o golpe de Estado perpetrado pela turba golpista que assalta o Poder para pôr em prática o programa anti-povo e anti-nação que jamais seria aprovado nas eleições.

Continue lendo

Hugo Chávez durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro de 2009. (Foto: Erin Siegal / United Nations)
Ainda cheira a enxofre: 20 anos do discurso de Chávez na ONU
Os presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, durante visita de Trump à China em maio de 2026. (Foto: Daniel Torok / White House)
Colaboração, não confronto: a visita de Xi Jinping aos Estados Unidos
A IA vai nos matar? Seria bastante lamentável. Afinal, a IA foi criada por todos nós. (Foto: RawPixel)
A IA nos matará?

Leia também

Comandantes militares, o ministro da Defesa, José Múcio, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia do Dia do Soldado, no Quartel-general do Exército, em agosto de 2024. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
José Múcio é uma besta e o portão está aberto
Mulheres iranianas durante comemorações do Dia do Basij, em novembro de 2025. (Foto: Khamenei.ir / Wikimedia Commons)
6 livros para entender o Irã
Quando transformamos livros em uma espécie de forragem ou combustível para as máquinas, evaporamos universos inteiros. (Imagem: Estúdio Gauche)
Bibliocídio: como as big techs queimam livros
Membros da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) – lefebvrianos – durante missa na Igreja de St. Jude, na Filadélfia. (Foto: jcapaldi / Flickr)
O primeiro racha na Igreja sob Leão XIV
Marx abordou o capitalismo do ponto de vista do trabalho assalariado; Weber, do ponto de vista dos proprietários do capital. (Imagem: Estúdio Gauche)
Marx e Weber: ângulos de visão
Pouco conhecida em comparação com as principais empresas do Big Tech (Google, Amazon, Meta, Apple), a Palantir Technologies é uma veterana no Vale do Silício. A pedra fundamental da empresa foi lançada pela agência de inteligência americana CIA por meio de seu fundo de investimento In-Q-Tel. (Imagem: Adrián Astorgano / El Salto)
Palantir: a empresa mais perigosa do mundo
18.12.2025 - Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de apresentação dos oficiais-generais promovidos. Clube do Exército – Sede Lago. Brasília (DF) - Brasil. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
Defesa nacional: a falsa solução dos gastos militares
Retrato de Muammar Gaddafi pintado em Lyon, na França. (Foto: Thierry Ehrmann / Flickr)
A Líbia pós-Gaddafi, 15 anos depois
São Paulo (SP), 11/09/2024 - 27ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo no Anhembi. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Ser pobre e leitor no Brasil: um manual prático para o livro barato