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A popularidade de Trump atinge o fundo do poço

Pesquisa do The Washington Post mostra um Trump com 62% de rejeição, pressionado pela guerra com o Irã e pela inflação

El Salto
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento em Phoenix, no Arizona, em abril de 2026. (Foto: Daniel Torok / White House)
O presidente dos EUA, Donald Trump, durante evento em Phoenix, no Arizona, em abril de 2026. (Foto: Daniel Torok / White House)

Os Estados Unidos já estão há um mês em guerra com o Irã, faltam seis meses para as decisivas eleições de meio de mandato e as coisas não estão indo bem para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Uma pesquisa conjunta do The Washington Post-ABC News-Ipsos revela que a imagem do republicano despencou em todos os aspectos de sua gestão.

66% da população desaprova seu desempenho na “situação no Irã”, um conflito que levou ao aumento da inflação, do custo dos combustíveis e ao encarecimento do custo de vida em grande parte do mundo, incluindo os Estados Unidos. Segundo a pesquisa, 76% criticam o trabalho de Trump no controle da inflação, enquanto 65% desaprovam o trabalho do presidente na economia. A população compartilha índices semelhantes de desaprovação em relação ao custo de vida, às relações com os aliados, aos impostos e à imigração.

A popularidade do presidente caiu para níveis nunca vistos em seu mandato. 62% dos americanos rejeitam a atuação do presidente. Embora sua imagem tenha se mantido estável entre os republicanos, ela caiu entre os independentes com tendências republicanas.

Segundo o The Washington Post, os baixos índices de aprovação colocam em risco a escassa maioria republicana no Congresso e no Senado. De acordo com a pesquisa, a vantagem dos democratas sobre os republicanos nas eleições de meio de mandato cresceu de dois pontos, registrados em fevereiro e outubro, para cinco pontos.

Além disso, a pesquisa aponta para uma maior motivação para votar entre os democratas do que entre os republicanos. A falta de entusiasmo, aponta o jornal, está associada a uma divisão na base que apoia Donald Trump. Os republicanos que se identificam com o MAGA (Make America Great Again) têm mais certeza de que votarão nas eleições de 3 de novembro (77%). Em contrapartida, apenas 59% dos republicanos que não se identificam com a ala de extrema direita do partido afirmam que votarão com absoluta certeza.

As opiniões sobre a importância das eleições de novembro também diferem entre os partidos e podem condicionar o resultado, de acordo com a pesquisa. Seis em cada dez democratas consideram as eleições de meio de mandato “muito mais importantes” do que as anteriores, enquanto apenas três em cada dez republicanos opinam o mesmo.

Entre as surpresas da pesquisa, 53% consideram que o Partido Democrata é excessivamente liberal. Em 2013, diante da mesma pergunta, 46% haviam respondido da mesma forma. Cerca de um terço da população não confia em nenhum dos dois partidos para resolver questões-chave como saúde, educação, economia, criminalidade, impostos ou inflação. A falta de confiança aumenta em relação ao bipartidarismo na redução da corrupção ou nos problemas ligados à inteligência artificial: nesses temas, cerca de 50% desconfiam tanto dos azuis quanto dos vermelhos.

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